O presidente Vladimir Putin criticou o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o qualificou de uma “violação cínica de todas as normas da moralidade humana”. O aiatolá foi morto no sábado, em ataques liderados contra Teerã por parte de EUA e Israel.
A ofensiva militar foi duramente criticada ainda na ONU, onde negociadores apontaram que reuniões tinham sido agendadas para a próxima semana, em Viena, entre delegações iranianas e americanas.
Nos últimos anos, Moscou passou a ser um dos principais parceiros militares do Irã, assim como um ator importante no intercâmbio de produtos diante das sanções sofridas por ambos os países.
Putin, numa mensagem ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou:
“Por favor, aceite minhas profundas condolências pelo assassinato do Líder Supremo da República Islâmica do Irã, Seyed Ali Khamenei, e de membros de sua família, cometido em violação cínica de todas as normas da moralidade humana e do direito internacional.
Em nosso país, o Aiatolá Khamenei será lembrado como um estadista excepcional que deu uma enorme contribuição pessoal para o desenvolvimento das relações amistosas entre Rússia e Irã, elevando-as ao nível de uma parceria estratégica abrangente.
Peço que transmita minhas mais sinceras condolências e apoio à família e aos amigos do Líder Supremo, ao governo e a todo o povo do Irã”.



