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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Cuba rejeita acusação de terrorismo dos EUA e reafirma disposição de diálogo

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O governo de Cuba divulgou, no domingo (1º), uma nota oficial em que condena “inequivocamente” o terrorismo “em todas as suas formas e manifestações” e reafirmou seu compromisso de cooperar com os Estados Unidos e outras nações “para fortalecer a segurança regional e internacional”.

A declaração ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, assinar uma ordem executiva classificando Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” para justificar a imposição de tarifas sobre produtos de países que vendem ou fornecem petróleo para a ilha. A ordem também afirma que “Cuba acolhe grupos terroristas transnacionais” e “apoia o terrorismo”.

No domingo, o Ministério das Relações Exteriores cubano afirmou que o páis “declara categoricamente que não abriga, apoia, financia ou permite organizações terroristas ou extremistas”. Cuba, segue o texto, “mantém uma política de tolerância zero em relação ao financiamento do terrorismo e à lavagem de dinheiro, e está comprometido com a prevenção, detecção e combate de atividades financeiras ilícitas, em conformidade com os padrões internacionais”.

“Qualquer interação anterior envolvendo indivíduos posteriormente designados como terroristas ocorreu apenas em contextos humanitários limitados, ligados a processos de paz internacionalmente reconhecidos, a pedido de seus respectivos governos, de forma totalmente transparente”, diz a nota.

Cuba rejeita acusação de terrorismo dos EUA e reafirma disposição de diálogo
Cuba rejeita acusação de terrorismo dos EUA e reafirma disposição de diálogo

O texto afirma que Cuba “não abriga bases militares ou de inteligência estrangeiras e rejeita a caracterização de ser uma ameaça à segurança dos Estados Unidos” e “não apoiou nenhuma atividade hostil contra esse país, nem permitirá que nosso território seja usado contra outra nação”.

“Cuba está disposta a reativar e expandir a cooperação bilateral com os Estados Unidos para enfrentar ameaças transnacionais comuns, sem jamais renunciar à defesa de sua soberania e independência”, prossegue a nota.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba afirmou que o país “propõe renovar a cooperação técnica com os Estados Unidos” em áreas como o combate ao terrorismo, a prevenção da lavagem de dinheiro, o combate ao narcotráfico, a segurança cibernética, o tráfico de pessoas e os crimes financeiros.

Leia a nota do Ministério das Relações Exteriores de Cuba

“Cuba condena inequivocamente o terrorismo em todas as suas formas e manifestações, ao mesmo tempo em que reafirma o seu compromisso de cooperar com os Estados Unidos e outras nações para fortalecer a segurança regional e internacional.

Cuba declara categoricamente que não abriga, não apoia, não financia nem permite organizações terroristas ou extremistas. O nosso país mantém uma política de tolerância zero em relação ao financiamento do terrorismo e à lavagem de dinheiro, e está comprometido com a prevenção, detecção e combate a atividades financeiras ilícitas, em consonância com os padrões internacionais.

Qualquer interação passada que tenha envolvido pessoas posteriormente designadas como terroristas ocorreu apenas em contextos humanitários limitados, ligados a processos de paz reconhecidos internacionalmente, a pedido dos seus respectivos governos, de forma totalmente transparente.

Cuba não abriga bases militares ou de inteligência estrangeiras e rejeita a caracterização de ser uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. Também não apoiou nenhuma atividade hostil contra esse país nem permitirá que o seu território seja usado contra outra nação.

Pelo contrário, Cuba está disposta a reativar e ampliar a cooperação bilateral com os Estados Unidos para enfrentar ameaças transnacionais comuns, sem nunca renunciar à defesa da sua soberania e independência.

Cuba propõe renovar a cooperação técnica com os Estados Unidos em áreas que incluem a luta contra o terrorismo, a prevenção da lavagem de dinheiro, o combate ao tráfico de drogas, a cibersegurança, o tráfico de pessoas e os crimes financeiros, e continuará a fortalecer o seu quadro jurídico para apoiar esses esforços, consciente de que, quando houve vontade das partes, foi possível avançar nessas frentes.

O povo cubano e o povo estadunidense se beneficiam do compromisso construtivo, da cooperação em conformidade com a lei e da coexistência pacífica. Cuba reafirma a sua disposição de manter um diálogo respeitoso e recíproco, orientado para resultados tangíveis com o Governo dos Estados Unidos, com base no interesse mútuo e no direito internacional.

Havana, 1 de fevereiro de 2026″



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