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Na cidade de Abeokuta, no estado de Ogun na Nigéria, Iemanjá é cultuada e venerada. Filha de Olocum, o Oceano, para as pessoas adaptadas da religiosidade de matrizes africanas, Iemanjá é a Rainha dos Mares.
Durante o período de perseguição ao devotos e praticantes dos cultos de origem africanas, Iemanjá foi sincretizada nos cultos marianos como Nossa Senhora do Navegantes, a Nossa Senhora de Candeias, a Nossa Senhora da Conceição, a Nossa Senhora da Piedade e a Virgem Maria.
A devoção, construída por meio do “discursos ocultos”, em que era possível cultuar louvar, e manifestar a fé mesmo diante das perseguições religiosas, nos trouxe até os dias atuais com esperanças e anseio por uma sociedade em que não tenhamos que “ocultar” as nossas fé, devoção e espiritualidade.
Anualmente, o dia 2 de fevereiro é celebrado como o Dia de Iemanjá, que segundo a tradição popular brasileira surgir na década de 1920, na cidade de Salvador, na Bahia, especialmente do bairro do Rio Vermelho, quando pescadores locais resolveram oferecer presentes para a Rainha do Mar com a fé, esperança e expectativa de que ela pudesse resolver o problema de escassez de peixes que assolava a região.
No dia 2 de fevereiro, no Rio de Janeiro, essa gente vai celebrar Iemanjá e as conquistas em prol da diversidade.
A Prefeitura do Rio de Janeiro autorizou o patrocínio de R$ 700 mil para as celebrações do Dia de Iemanjá do Arpoador e publicou Edital de Chamamento Público nº 01/2026, que conta com investimento de R$ 17,2 milhões, para a implementação de ações e execução do projeto Rede Liberdade Religiosa, que tem por objetivo fortalecer a igualdade racial, a diversidade religiosa e o enfrentamento à intolerância no município.
É importante que essas conquistas vem das lutas, da união e solidariedade dessa gente, que acredita na diversidade e da tolerância como princípios necessários a promoção da democracia.
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