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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Com taxa de 9,23%, Brasil segue com o 2º maior juro real do mundo

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Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, o Brasil segue com o segundo maior juro real do mundo, apesar do leve recuo percentual em relação a dezembro do ano passado. Segundo levantamento da consultoria MoneYou e Lev Intellingence, o país segue com uma taxa de juro real de 9,23% (quando descontada a inflação), atrás apenas da Rússia (9,88%).

Liderado pelo economista-chefe Jason Vieira, o ranking leva em conta as 40 maiores economias do mundo.

Em dezembro, o juro real do Brasil estava em 9,44% e, em novembro, era de 9,74%.

Neste mês, a Rússia passou a ocupar a liderança entre os países com maiores juros reais, lugar que antes era da Turquia.

Sem considerar a inflação, ou seja, em termos nominais, o juro em 15% do Brasil fica em quarto lugar no ranking, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (16%) e à frente da Colômbia (9,25%), México (7%), e África do Sul (6,75%).

Ainda que o Copom cortasse a Selic em 0,25 ou 0,50 ponto percentual na quarta-feira (28), o Brasil permaneceria no segundo lugar como maior juro real do mundo.

A metologia do MoneYou considera a taxa de juros a mercado no vencimento mais líquido 12 meses à frente para o período e a inflação projetada para os 12 meses consecutivos, como referencial o último dado fornecido pelas autoridades econômicas de cada país.

A projeção, divulgada antes da decisão do Copom, contemplou a possibilidade de 80% de manutenção da taxa Selic, 10% de corte de 25 pontos-base e 10% de corte de 50 pontos-base.

Confira abaixo o ranking:

  • 1 Rússia 9,88%
  • 2 Brasil 9,23%
  • 3 Argentina 7,63%
  • 4 Turquia 6,45%
  • 5 México 5,39%
  • 6 África do Sul 4,64%
  • 7 Colômbia 4,22%
  • 8 Filipinas 3,41%
  • 9 Indonésia 3,31%
  • 10 Índia 3,06%
  • 11 Hungria 3,02%
  • 12 Reino Unido 2,76%
  • 13 Hong Kong 2,71%
  • 14 Polônia 2,61%
  • 15 Chile 2,23%
  • 16 República Tcheca 2,20%
  • 17 Cingapura 2,10%
  • 18 Israel 2,05%
  • 19 Nova Zelândia 1,96%
  • 20 Estados Unidos 1,55%
  • 21 Tailândia 1,51%
  • 22 China 1,39%
  • 23 Coréia do Sul 1,35%
  • 24 Malásia 1,28%
  • 25 Canadá 1,18%
  • 26 Itália 1,14%
  • 27 Bélgica 1,07%
  • 28 Austrália 1,04%
  • 29 França 0,94%
  • 30 Suécia 0,74%
  • 31 Espanha 0,57%
  • 32 Grécia 0,54%
  • 33 Dinamarca 0,41%
  • 34 Portugal 0,41%
  • 35 Alemanha 0,37%
  • 36 Holanda 0,11%
  • 37 Suíça 0,09%
  • 38 Áustria 0,03%
  • 39 Taiwan -0,15%
  • 40 Japão -1,18%

Selic mantida no maior nível em quase 20 anos

A decisão de manter a taxa Selic em 15% marca a quarta reunião consecutiva sem alterações. O patamar atual é o maior em cerca de duas décadas — em julho de 2006, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a taxa estava em 15,25%.

Apesar do destaque no juro real, o Brasil aparece na quarta posição quando se considera apenas o juro nominal (Selic, que não desconta a inflação).

Ranking de juros nominais:

  • 1 Turquia 37,00%
  • 2 Argentina 29,00%
  • 3 Rússia 16,00%
  • 4 Brasil 15,00%
  • 5 Colômbia 9,25%
  • 6 México 7,00%
  • 7 África do Sul 6,75%
  • 8 Hungria 6,50%
  • 9 Índia 5,25%
  • 10 Indonésia 4,75%
  • 11 Filipinas 4,50%
  • 12 Chile 4,50%
  • 13 Israel 4,00%
  • 14 Hong Kong 4,00%
  • 15 Polônia 4,00%
  • 16 Reino Unido 3,75%
  • 17 Estados Unidos 3,75%
  • 18 Austrália 3,60%
  • 19 China 3,00%
  • 20 Malásia 2,75%
  • 21 Coréia do Sul 2,50%
  • 22 Nova Zelândia 2,25%
  • 24 Canadá 2,25%
  • 25 Alemanha 2,15%
  • 26 Áustria 2,15%
  • 27 Espanha 2,15%
  • 28 Grécia 2,15%
  • 29 Holanda 2,15%
  • 30 Portugal 2,15%
  • 31 Bélgica 2,15%
  • 32 França 2,15%
  • 33 Itália 2,15%
  • 34 Taiwan 2,00%
  • 35 Suécia 1,75%
  • 36 Dinamarca 1,60%
  • 37 Cingapura 1,45%
  • 38 Tailândia 1,25%
  • 39 Japão 0,75%
  • 40 Suíça 0,00%

 



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