O jornalista Erlan, natural de Manaus e radicado no Piauí, morreu após cerca de 15 dias de internação marcada por rápida piora do estado de saúde e diagnóstico ainda em investigação. Ele estava hospitalizado inicialmente no Amapá, onde deu entrada em estado grave, e foi transferido para Teresina apenas na quarta-feira, já em condição crítica. A morte causou forte comoção no meio jornalístico e entre leitores que acompanhavam sua trajetória.
Desde o início da internação, o quadro clínico de Erlan foi considerado delicado. O primeiro diagnóstico apontado pelos médicos foi de tuberculose, que teria evoluído e atingido o estômago. Com o agravamento, surgiram outras suspeitas, incluindo a possibilidade de um câncer, hipótese que ainda estava sendo investigada.
Internação marcada por isolamento e agravamento rápido
Durante o período hospitalar, Erlan precisou ser encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi intubado. Ele também apresentava acúmulo de líquido nos pulmões, o que exigiu cuidados intensivos. Um exame de colonoscopia, considerado decisivo para a confirmação do diagnóstico, chegou a ser indicado, mas não foi realizado a tempo devido à rápida piora do quadro clínico.
Ao longo de toda a internação, Erlan permaneceu em isolamento absoluto, sem receber visitas. Amigos, colegas de profissão e familiares acompanharam a situação à distância, sem contato direto e com poucas informações detalhadas sobre sua evolução. Não houve despedida.
A transferência para Teresina ocorreu já em estado crítico, com a expectativa de continuidade do tratamento em uma estrutura hospitalar mais próxima de seu círculo pessoal e profissional. Apesar disso, o quadro não apresentou melhora.
Trajetória construída no jornalismo piauiense
Embora tenha nascido em Manaus, Erlan escolheu o Piauí como casa, trabalho e espaço central de sua vida. Foi em Teresina que ele consolidou sua carreira e se tornou uma das vozes mais conhecidas do jornalismo local, especialmente no entretenimento, nos bastidores do poder e no debate público.
Com estilo direto e presença forte, Erlan se destacou pela capacidade de apuração, leitura de cenário e circulação entre diferentes ambientes. Tinha faro para notícia, ritmo na escrita e personalidade marcante, características que o tornaram uma figura reconhecida e, muitas vezes, polarizadora.
Seu trabalho influenciou debates, pautou discussões e conquistou público fiel, especialmente nas redes sociais, onde mantinha atuação intensa. Não passava despercebido e assumia posições, o que lhe rendia tanto admiradores quanto críticos.
Repercussão e legado
A morte de Erlan gerou manifestações de pesar de jornalistas, artistas, produtores culturais, políticos e leitores. Muitas mensagens ressaltaram a sensação de incredulidade diante da rapidez do desfecho e a dor provocada pelo isolamento que marcou seus últimos dias.
Mais do que matérias publicadas, Erlan deixa um legado ligado à forma de fazer jornalismo, especialmente no campo do entretenimento e dos bastidores, ajudando a ampliar o debate público e a dar visibilidade a temas e personagens locais.
O silêncio que marcou sua internação contrasta com a intensidade de sua trajetória profissional. Acostumado a falar, questionar e provocar, Erlan se despede sem contato final, permanecendo na memória de quem acompanhou seu trabalho e sua presença no jornalismo piauiense.



