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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Futuros recuam à espera de balanços e inflação nos EUA

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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em trajetória negativa nesta quarta-feira (14), em meio à expectativa pelos balanços de grandes bancos norte-americanos e pela divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos. Os agentes também aguardam os resultados de Bank of America, Wells Fargo e Citigroup, após números decepcionantes do JPMorgan na véspera.

No campo macroeconômico, os investidores aguardam os dados de vendas no varejo e do índice de preços ao produtor (PPI) de dezembro, cuja alta anual é estimada em 2,7%. Os indicadores são acompanhados de perto pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense, em um momento de pressão política crescente. Na terça-feira (13), o presidente Donald Trump voltou a cobrar cortes “significativos” nos juros, após a divulgação de dados de inflação ao consumidor.

O ambiente institucional segue no radar após a abertura de uma investigação do Departamento de Justiça contra o chair do Fed, Jerome Powell, interpretada pelo próprio dirigente como tentativa de interferência na política monetária. Mais tarde, o banco central estadunidense divulga o Livro Bege, com avaliações regionais da atividade econômica.

Também pesa no humor dos mercados globais hoje a expectativa por uma possível decisão da Suprema Corte dos EUA sobre as tarifas globais impostas por Trump, que geraram forte volatilidade desde o anúncio, em abril.

Na Ásia, o tom foi mais positivo: os índices japoneses renovaram máximas históricas diante da perspectiva de eleições antecipadas no país, possivelmente em fevereiro.

No Brasil, a agenda doméstica traz a divulgação da produção industrial regional de novembro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), além do fluxo cambial semanal. Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo central encerrou 2025 com déficit primário estimado em 0,1% do PIB (Produto Interno Bruto), dentro da margem de tolerância da meta fiscal.

Brasil

O Ibovespa encerrou a terça-feira (13) em queda de 0,72%, aos 161.973 pontos, pressionado por ações de bancos e pelo desempenho negativo de Wall Street. O dólar à vista subiu ligeiramente, fechando a R$ 5,3759.

O caso do Banco Master segue no radar do mercado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a liquidação do banco exige cautela e alertou para a possibilidade de se tratar da maior fraude bancária da história do país.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo hoje, com investidores focados em uma próxima reunião entre autoridades dos EUA, da Groenlândia e da Dinamarca para discutir o futuro da ilha ártica, diante das ameaças constantes do presidente Donald Trump de que vai “adquirir” o território. A Dinamarca e a Groenlândia afirmaram repetidamente que a ilha ártica não está à venda, mas Trump mencionou a possibilidade de usar a força militar para se apoderar da ilha rica em minerais. Assim como fez com a Venezuela, Trump está de olho nas reservas de petróleo da ilha.

STOXX 600: +0,30%
DAX (Alemanha): +0,08%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,31%
CAC 40 (França): +0,57%
FTSE MIB (Itália): +0,32%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York operam em queda, enquanto os agentes repercutem os dados do JPMorgan Chase divulgado na véspera, considerado decepcionante, o que provocou queda nas ações da instituição.

Dow Jones Futuro: -0,22%
S&P 500 Futuro: -0,18%
Nasdaq Futuro: -0,17%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção única, com destaque para o índice Nikkei 225, do Japão, que subiu 1,48%, ultrapassando a marca de 54.000 pela primeira vez e atingindo um recorde histórico de 54.341,23, em meio às expectativas de que a primeira-ministra Sanae Takaichi possa convocar eleições antecipadas, provavelmente em fevereiro.

Shanghai SE (China), -0,31%
Nikkei (Japão): +1,48%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,56%
Nifty 50 (Índia): -0,34%
ASX 200 (Austrália): +0,14%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, interrompendo uma sequência de quatro dias de ganhos, com a Venezuela retomando as exportações, mas os temores de interrupções no fornecimento iraniano diante dos violentos distúrbios civis no importante produtor da commodity no Oriente Médio.

Petróleo WTI, -1,00%, a US$ 60,54 o barril
Petróleo Brent, -0,96%, a US$ 64,81 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados da inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês), com previsão mensal de alta de 0,20% e anual de 2,70%. Também são aguardados dados dos estoques empresariais.

Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) sancionou na terça-feira o projeto de lei complementar (PLP) 108/2024, que cria o comitê gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – órgão responsável por gerir e coordenar o novo imposto de Estados e municípios – e conclui a regulamentação da reforma tributária. O Palácio do Planalto não informou se houve vetos ao texto, aprovado pelo Congresso em dezembro. Lula agradeceu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pela sua “competência e paciência” na construção da reforma tributária. Aproveitou, também, para agradecer a técnicos da pasta. Ele participou de uma cerimônia de lançamento da plataforma digital da reforma tributária, na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) em Brasília.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



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