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Protestos eclodiram em diversas cidades dos EUA no final de semana contra a intervenção militar do governo Trump na Venezuela – mesmo enquanto muitos também comemoravam publicamente a remoção forçada do presidente Nicolás Maduro. Centenas de pessoas saíram às ruas para protestar em grandes cidades de costa a costa, incluindo Chicago, Wasingnton, Dallas, Nova York, Filadélfia, Pittsburgh, São Francisco e Seattle.
As manifestações ocorreram enquanto as multidões expressavam oposição a uma possível guerra com a Venezuela e exigiam a declaração de ilegalidade da operação dos EUA para prender Maduro na madrugada de sábado (3). Maduro deve comparecer ao tribunal federal de Nova York na segunda-feira (5).
Outros argumentaram que Donald Trump não tinha autoridade para lançar um ataque como esse contra a Venezuela, pelo menos não sem a aprovação do Congresso. No domingo (4), democratas criticaram o presidente americano por ignorar sua obrigação constitucional de envolver o Congresso, enquanto líderes internacionais afirmaram que os EUA violaram a Carta das Nações Unidas.
“Seja o Iraque de Saddam Hussein ou o Talibã no Afeganistão, Panamá, Líbia, não importa. Sempre que os Estados Unidos atacam outro país dessa forma, são os povos desses países que mais sofrem”, disse Andy Thayer, do Comitê de Chicago Contra a Guerra e o Racismo, em um protesto que reuniu centenas de pessoas.

Em um protesto em Seattle, organizado por um grupo chamado Answer (Aja Agora para Parar a Guerra e Acabar com o Racismo), a multidão carregava cartazes com frases como “Sem Sangue por Petróleo” e “Parem de Bombardear a Venezuela Agora!”.
“Estamos aqui para demonstrar solidariedade a um país cuja soberania e autodeterminação foram violadas pelo nosso governo, que usa o dinheiro dos nossos impostos”, disse Taylor Young, organizadora do Answer, grupo que também realizou protestos em diversas outras cidades.
“Então, o mínimo que podemos fazer é vir a Seattle e a todo o país para dizer que não permitiremos que isso aconteça enquanto ficarmos de braços cruzados”, acrescentou Young.
Parlamentares republicanos continuaram, em geral, a apoiar Trump e elogiaram suas ações, mesmo quando figuras importantes recuaram das afirmações do presidente no sábado (3) de que os EUA “governariam” a Venezuela durante a transição para um novo regime. O deputado Tom Emmer, republicano de Minnesota, disse na manhã de domingo à Fox News: “Deus abençoe este presidente da paz, Donald J. Trump”.
Mas os manifestantes também se pronunciaram contra as deportações de venezuelanos que vivem no país. “Estamos criando guerras, estamos criando caos e, ao mesmo tempo, sequestrando nossos vizinhos e os enviando de volta para os mesmos países que estamos desestabilizando”, disse Olivia DiNucci, organizadora pacifista do grupo ativista Code Pink.
Apesar da condenação bipartidária de Maduro como ditador, alguns ativistas também pediram sua libertação. Manifestantes se reuniram em frente ao centro de detenção no bairro do Brooklyn, em Nova York, onde o presidente está detido, e gritaram: “Libertem Maduro agora mesmo”.
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ICL Notícias



