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Por Jamil Chade
A Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) não chega a um consenso sobre a crise na Venezuela e a reunião realizada neste domingo (04) entre chanceleres da região termina sem consenso.
O racha no continente impediu que uma declaração final fosse sequer adotada.
A divisão política da região estava no cálculo do governo de Donald Trump que, diante de uma América Latina sem uma posição conjunta, sabia que teria uma resistência menor para reagir a operação contra Nicolas Maduro.
O encontro, em caráter ministerial, confirmou a falta completa de um ponto de consenso entre os governos. De um lado, aliados de Trump, como Argentina, Paraguai, Equador e El Salvador, foram contrários a qualquer condenação ao ato dos EUA e usaram a reunião para comemorar a queda de Maduro.
Já Brasil, México, Chile e Colômbia insistiam em um ato de desagravo aos ataques dos EUA.
Ao ICL Notícias, o governo brasileiro admitiu que não esperava por um acordo. Mas fontes no encontro deixaram a reunião com uma noção clara da dimensão do racha na América Latina.
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