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Por Cleber Lourenço
A CPI do crime organizado do Senado entra em uma nova fase ao iniciar, na próxima quarta-feira (3), a oitiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), que já confirmou presença. Ele será o primeiro dos 22 gestores estaduais convidados pela comissão, entre governadores e secretários de Segurança Pública de dez estados, além do Distrito Federal.
A escolha de Castro como ponto de partida não é casual. O Rio de Janeiro se tornou o caso mais emblemático da crise de segurança pública do país, marcado pela expansão das milícias, pela reorganização das grandes facções e pela infiltração do crime em estruturas estatais. A CPI pretende, a partir da oitiva do governador, estabelecer o tom das próximas sessões.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirma que a etapa que começa agora é decisiva para compreender como decisões políticas moldaram o avanço do crime. “São eles que comandam as Polícias Civis e Militares e as demais estruturas estaduais responsáveis pela prevenção, investigação, policiamento ostensivo, gestão do sistema prisional e formulação das políticas de segurança pública”, declarou.

Com Castro, CPI entra em fase sensível
Para Contarato, é essencial ouvir os gestores estaduais para que a CPI formule recomendações factuais e factíveis. “Entender decisões, prioridades, limitações orçamentárias e desafios de coordenação federativa é imprescindível para construir recomendações viáveis. A CPI convidou esses gestores para um diálogo institucional técnico, responsável e comprometido com resultados”, afirmou.
A ordem das próximas oitivas ainda será definida pela comissão. A expectativa é que os depoimentos aprofundem o mapeamento sobre como o crime organizado se expandiu, se financiou e se infiltrou em contratos públicos e estruturas do Estado. Os senadores pretendem confrontar prioridades orçamentárias, políticas de segurança e a capacidade de resposta adotada por cada governo estadual diante do avanço das facções e milícias.
Com a presença de Castro, a CPI inicia o que considera ser o momento mais sensível dos trabalhos, quando governadores precisarão explicar publicamente suas estratégias e escolhas diante do crescimento do crime organizado no país.
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