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Por Heloisa Villela
O senador do PT gaúcho Paulo Paim desistiu de desistir. Um dos três únicos políticos do Congresso Nacional que ajudou a escrever a Constituição de 1988, além do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), Paim tem 40 anos seguidos de atuação no Congresso e estava decidido a pendurar a chuteira ao final deste mandato, no ano que vem, mas reabriu a possibilidade de se candidatar novamente ao Senado.
Desde que anunciou a decisão de voltar ao Rio Grande do Sul e trabalhar com a formação de novas lideranças políticas, o senador recebeu pedidos do partido para tentar mais um mandato. O PT está mapeando o Brasil, formando diversas alianças, para evitar que os bolsonaristas formem maioria no Senado.
Essa é a intenção número um da extrema direita no ano que vem. Controlar os votos da Casa que tem a prerrogativa de instaurar processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. É lá que tem assento vitalício o maior inimigo dos bolsonaristas: Alexandre de Moraes.
A candidatura de Paim é considerada uma vitória praticamente garantida no Rio Grande do Sul. “Eu não gosto de disputar para perder”, disse o senador ao ICL Notícias. Na política, ele acha que não se aplica a máxima do esporte: o importante é competir. Não! Na política, é fundamental vencer, explicou. Especialmente no Senado da República no ano que vem.
Mas o problema é que o PT poderá indicar apenas um nome para a disputa no Rio Grande do Sul. Manuela D’ávila já é a escolhida para a federação da qual o partido faz parte. E um outro Paulo já é pré-candidato declarado à vaga do PT, o deputado Paulo Pimenta.

De saída para o aeroporto nesta segunda-feira (17), Paim disse ao ICL Notícias que abriu a possibilidade de adiar um pouco mais a partida definitiva de Brasília por pressão de sindicatos, do movimento negro e de movimentos sociais do Rio Grande do Sul.
Ele vai passar a semana toda no Sul porque no dia 30 o PT terá um encontro estadual para definir a candidatura ao Senado e ele quer chegar lá com uma solução já construída, de comum acordo, para evitar uma disputa na plenária. “Não queremos que chegue a isso”, disse.
Experiente no assunto, Paim garantiu que uma disputa aberta seria ruim para o partido e para os candidatos, tanto o derrotado como o vencedor. Mas garantiu que se a melhor solução for lançar o nome do outro Paulo, o Pimenta, ele fará campanha e ajudará a eleição do xará.
O importante é que o partido saia com o nome que tiver mais chance de se eleger, afirmou. Para ajudar na escolha, é preciso que o PT faça pesquisas internas, reais, porque, “hoje existem muitas pesquisas duvidosas nas quais o resultado depende de quem pagou pelo levantamento”, disse.
Brincando com a história do Brasil, Paulo Paim parafraseou o então príncipe Dom Pedro: “Estou naquela situação do Dia do Fico. Se for a vontade do povo, pela liberdade, pela soberania e pela independência, eu fico”, disse, sorrindo.
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