Durante a COP30, em Belém, lideranças indígenas da Colômbia se mobilizam para garantir uma presença forte, coordenada e propositiva no maior evento climático do mundo.
Membros da Comissão Nacional de Territórios Indígenas (CNTI) e da Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC) desenvolveram coletivamente uma estratégia baseada em três pilares principais: visibilizar, educar e incidir. A partir desses princípios, as lideranças irão atuar nas zonas Azul e Verde da conferência, promovendo debates e articulações em torno de temas fundamentais como transição energética justa, financiamento direto para territórios indígenas, reconhecimento legal das terras como instrumentos de preservação do clima e da biodiversidade, e proteção dos defensores ambientais — reafirmando o papel central dos povos indígenas na construção de soluções climáticas globais.
Entre as iniciativas mais emblemáticas da CNTI está “La Flotilla”, uma jornada transamazônica de aproximadamente 3 mil quilômetros, que conecta os Andes equatorianos a Belém, passando por Equador, Peru e Colômbia. A expedição terá caráter político e pedagógico, apresentando o território como um todo vivo e interconectado, que une saberes ancestrais e defesa das florestas e da biodiversidade. Todo o percurso será documentado e dará origem a um documentário internacional.
A Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC) também lançou a campanha “Territórios Indígenas como Ação Climática”, que busca posicionar os povos indígenas como atores centrais no enfrentamento da crise climática, integrando comunicação, espiritualidade e ação política. Para as lideranças, não há justiça climática sem justiça territorial, e a COP30 representa uma oportunidade histórica de colocar o território e o conhecimento tradicional no centro das negociações climáticas globais.
Com o objetivo de aprofundar esses debates e ampliar a presença indígena nos espaços de diálogo da COP30, a delegação colombiana contará com porta-vozes disponíveis para entrevistas e painéis. Durante o evento em Belém, as lideranças abordarão temas como transição energética justa, financiamento direto para territórios, justiça territorial e proteção de defensores ambientais.



