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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Alvo de ataques e demitido por Bolsonaro, pesquisador Ricardo Galvão vai assumir vaga de Boulos na Câmara — Brasil de Fato

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O presidente do CNPq, Ricardo Galvão (Rede-SP), anunciou nesta quinta-feira (23) que vai assumir a cadeira de Guilherme Boulos (Psol-SP) na Câmara dos Deputados. Ele é o próximo suplente da federação Psol/Rede e aceitou deixar seu cargo para substituir o psolista nomeado ministro da Secretaria-Geral da Presidência

O anúncio veio depois de uma incerteza em relação ao aceite da vaga. Ele tinha manifestado estar em dúvida sobre deixar o cargo no CNPq para atuar como parlamentar por apenas um ano. A decisão se deu após uma reunião com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e com o próprio Guilherme Boulos

Outro ponto era em relação à posição da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. Nos corredores do Planalto se discutia a possibilidade de que ela deixasse o ministério depois da COP30 e voltasse à Câmara, o que, novamente, provocaria uma dança das cadeiras que deixaria a passagem de Galvão ainda mais curta.

Galvão afirmou que, durante a reunião, Boulos e Marina Silva descartaram essa possibilidade.

A saída do CNPq e a entrada no Congresso deverá ser formalizada nos próximos dias. Galvão adiantou que vai trabalhar para ampliar o aporte para as instituições de pesquisa. 

Embate com Jair Bolsonaro

Logo no começo da gestão de Jair Bolsonaro (PL), Ricardo Galvão bateu de frente com o ex-presidente, que, na época, disse que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mentia sobre os desmatamentos e agia “a serviço” de uma ONG. Galvão era diretor do instituto desde 2016 e respondeu ao então mandatário. 

Na ocasião, ele disse que Bolsonaro não tinha “qualidade ou qualificação” para fazer a análise dos dados. O Inpe mostrava um aumento acelerado do desmatamento, especialmente na Amazônia em junho e julho de 2019. 

Em agosto, Bolsonaro afirmou que demitiria Galvão se a postura se mantivesse. Posteriormente, o pesquisador foi exonerado do cargo.

“Se quebrar a confiança vai ser demitido sumariamente. Se for possível, se não tiver mandato, não tem desculpa para nenhum ato, por parte de quem quer que seja”, disse.

Integrante do partido Rede por São Paulo, Galvão é mestre em engenharia elétrica na Unicamp (1972), doutor (1976) e pós-doutor (1980) em física de plasmas aplicada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

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Fonte: Brasil de Fato

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