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Uma invasão de criminosos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, na zona norte do Rio, levou pânico a pacientes e profissionais de saúde no último dia 30 de setembro. A situação é um exemplo da vulnerabilidade de equipamentos públicos em locais dominados por grupos armados, mas está longe de ser um caso isolado.
Suspenso desde então, a expectativa é que o atendimento seja retomado na próxima segunda-feira (27). A unidade passa por reformas antes da reabertura, inclusive com a reinstalação das câmeras de monitoramento. A região de Costa Barros vivencia disputas entre traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e do Comando Vermelho (CV).
Só neste ano, a Secretaria Municipal de Saúde registrou mais de 500 ocorrências de tiroteio e outras violências que levaram a paralisação do trabalho em unidades de saúde. Diante desse cenário, a deputada federal Enfermeira Rejane (PCdoB) voltou a defender que todas as unidades de saúde do estado tenham rondas policiais constantes, para impedir a atuação de criminosos.
O Projeto de Lei nº1805/2016 que institui o programa Ronda da Saúde prevê o patrulhamento ostensivo regular das áreas onde estejam situadas unidades de saúde da rede pública. A iniciativa tramitou na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), mas acabou arquivada na época. Agora como deputada federal, Rejane passou o projeto para a deputada estadual Lilian Behring (PCdoB) que voltou a apresentar esta semana.
“Esse projeto nasce da escuta e da realidade. Não estamos falando de estatísticas, mas de profissionais que têm nome, rosto e histórias marcadas pela violência. Nossa resposta precisa ser institucional, permanente e estruturada. Não dá mais para naturalizar o medo como parte da rotina de trabalho”, disse ao Brasil de Fato Lilian Behring.
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Em setembro, outro caso no Rio, desta vez Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, zona oeste, chamou atenção pela ousadia dos criminosos durante a invasão. O grupo de milicianos fortemente armado que adentrou o hospital procurava executar um rival. Eles deixaram a unidade sem encontrar o alvo que havia sido transferido.
Segurança para quem cuida
O projeto prevê a presença permanente de agentes públicos de segurança nas imediações, acessos e interior das unidades de saúde da rede pública, por meio da realização de visitas diárias em turnos ininterruptos. Veículos próprios da Polícia Militar do Estado (PMERJ) seriam cedidos para as equipes da Ronda da Saúde fazerem o patrulhamento entre as unidades.
“Desde que criamos a proposta, ainda em 2016, a ideia sempre foi que viaturas da polícia estivessem circulando constantemente nas unidades do SUS para proteger os profissionais e usuários. Quem cuida do povo precisa ser cuidado também. É importante pontuar que a ronda serviria para proteger todos os profissionais da unidade – enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, técnicos administrativos, além dos pacientes”, afirma Enfermeira Rejane.
O programa Ronda da Saúde também propõe capacitação para agentes da PM e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) com palestras sobre violência contra profissionais de saúde. “Não existe saúde pública sem segurança para quem cuida. O medo e a violência dentro das unidades adoecem não só os profissionais, mas todo o sistema. O Ronda da Saúde é um passo decisivo para proteger vidas, as de quem cuida e as de quem é cuidado”, completa a deputada estadual Behring.
O Brasil de Fato questionou a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro o patrulhamento nas UPAS e hospitais públicos, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria. A Secretaria de Saúde do Rio também foi procurada, mas não respondeu.
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Fonte: Brasil de Fato



