25.3 C
Manaus
quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
InícioPolítica'Ameaça contra toda a América Latina' — Brasil de Fato

‘Ameaça contra toda a América Latina’ — Brasil de Fato

Date:

[ad_1]

Em uma transmissão online nesta segunda-feira (20), quatro dirigentes de diferentes movimentos populares venezuelanos falaram a um público de cerca de cem pessoas sobre a tensão vivida no país diante das ameaças de Washington. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que autorizou a CIA a fazer incursões terrestres no território venezuelano.

O encontro foi assistido sobretudo por jornalistas e movimentos populares de fora da Venezuela e teve como principal objetivo conclamar por apoio internacional.

“Neste momento, nós estamos fazendo um chamado aos povos do mundo: se não dissermos e fizermos o que tem de ser feito, Trump vai nos bombardear com merda, assim como está fazendo com seu próprio povo. É o momento de tomar ações. É o momento de sair às ruas. É o momento de tomar os microfones e as redes sociais”, afirmou Hernán Vargas, que atua na coordenação política da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba Movimentos).

O “bombardeio de merda” é uma referência ao vídeo publicado neste domingo (19) por Trump, em resposta aos protestos contra seu governo, que tomaram as ruas de algumas cidades do país no dia anterior. Na imagem, gerada por inteligência artificial, o mandatário estadunidense aparece pilotando um avião que despeja fezes nos manifestantes.

Perguntados sobre como as organizações populares irão responder a uma eventual invasão estadunidense, Alejandra Laprea, dirigente da Marcha Mundial das Mulheres, disse que haverá uma mobilização ainda maior. “Como resposta haverá mais mobilização popular pela defesa do nosso território. Porque, ainda que sejamos um povo de paz, também somos um povo que decidiu – não nos últimos 20 anos, mas nos últimos 200 – que não seremos um povo que se ajoelhará. Essa será sempre a resposta do povo venezuelano: mais organização e mais solução para os desafios que o imperialismo nos impõe.”

Robert Longa, liderança da Comuna Panal e do movimento Força Patriótica Alexis Vive, não descartou uma intervenção militar “tradicional”, mas disse que “o que mais nos preocupa é um ataque por meio de um grupo ‘proxy’ [forças intermediárias que um país usa para agir em seu nome], como foi a atuação dos Estados Unidos em outros conflitos.” O dirigente disse, ainda, que ação poderia ocorrer a partir da entrada de grupos mercenários em território venezuelano, cujo objetivo seria iniciar os confrontos armados por terra.

Dory Urdaneta, da Confederação Bolivariana Indígena de Venezuela, afirmou que as ameaças perpetradas pelos Estados Unidos colocam em risco todo o continente. “Hoje a ameaça latente que temos na Venezuela não é apenas contra o nosso povo, mas contra toda a América Latina.”

Dirigentes de movimentos populares durante a transmissão online ocorrido na segunda (20) | Reprodução/Zoom

Novos Ataques

Neste final de semana, os Estados Unidos anunciaram que realizaram novos ataques no mar do Caribe, perto da costa da Venezuela. Sob o argumento de combater o tráfico de drogas, uma embarcação foi bombardeada e três pessoas morreram, de acordo com Pete Hegseth, secretário de Guerra do governo Trump. Esse foi o sétimo ataque deste tipo, desde o início de setembro.



[ad_2]

Fonte: Brasil de Fato

spot_img
spot_img