32.3 C
Manaus
quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
InícioPolíticaCobradores de ônibus do DF vivem incerteza com fim do pagamento em...

Cobradores de ônibus do DF vivem incerteza com fim do pagamento em dinheiro — Brasil de Fato

Date:

[ad_1]

A Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara Legislativa do Distrito Federal promoveu a sétima reunião técnica do ano para debater a realocação dos cobradores de ônibus na última quinta-feira (16). A retirada do pagamento em dinheiro dentro dos veículos impacta diretamente mais de 6 mil trabalhadores.

O encontro contou com a participação do secretário de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana, Zeno Gonçalves, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do DF, João Jesus de Oliveira, além de representantes da Secretaria de Transporte (Semob/DF), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Rede Urbanidade e outros. 

Desde março, quando a comissão avaliou os efeitos da eliminação do pagamento em espécie, o sindicato se comprometeu a elaborar um documento com as expectativas dos trabalhadores para a elaboração de propostas. No entanto, segundo o presidente da comissão, deputado Max Maciel (Psol-DF), até o momento não houve encaminhamento concreto por parte do governo, o que torna urgente a definição de soluções justas para os cobradores.

“Os cobradores e cobradoras estão vivendo um momento de muita incerteza. É necessário que o governo e o sindicato apresentem soluções reais para assegurar oportunidades de trabalho e respeito à categoria”, destacou Max Maciel.

Solução deve preservar empregos

João Jesus de Oliveira, presidente do sindicato, afirmou que a categoria não aceita a eliminação do posto de trabalho dentro dos ônibus. “O sindicato em momento algum sentou para discutir realocação da mão de obra. Nosso posicionamento é a garantia do posto de trabalho dos companheiros e companheiras no interior dos ônibus”, afirmou.

João ressaltou a importância do cobrador para auxiliar o motorista no embarque e desembarque, operar o elevador para cadeirantes e idosos, e prevenir situações de assédio dentro do veículo. “Esse profissional é fundamental para a segurança e conforto dos passageiros. Não aceitamos a retirada do cobrador sem uma proposta clara de preservação do emprego”, declarou.

Ele também comentou sobre a retirada gradual do pagamento em dinheiro, que gerou conflitos no início. “O sindicato foi contra a retirada imediata do dinheiro para evitar agressões aos trabalhadores. Optamos pelo diálogo para garantir a continuidade do pagamento em espécie enquanto houver necessidade”, explicou.

Por sua vez, Zeno Gonçalves destacou que a modernização do sistema, incluindo a eliminação do dinheiro a bordo, visa a sustentabilidade financeira do transporte público. “Nenhum cobrador vai sair do sistema sem negociação. Estamos discutindo o papel que os trabalhadores terão no futuro do transporte”, explicou.

O secretário reconheceu o valor da categoria e da diretoria do sindicato na defesa dos trabalhadores, ressaltando que o governo mantém o compromisso com a estabilidade prevista nos acordos coletivos. “Estamos em diálogo constante para encontrar uma solução que preserve empregos e modernize o sistema”, disse.

Zeno também apontou que a função do cobrador pode ser reinventada, por exemplo, com a criação do agente de bordo, que teria atuação mais ampla dentro e fora dos veículos, contribuindo para a organização e segurança dos passageiros.

:: Receba notícias do Brasil de Fato DF no seu Whatsapp ::

[ad_2]

Fonte: Brasil de Fato

spot_img
spot_img