30.3 C
Manaus
quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
InícioPolíticaPGR pede condenação de mais sete réus da trama golpista por disseminar...

PGR pede condenação de mais sete réus da trama golpista por disseminar fake news e criar ‘Abin paralela’ — Brasil de Fato

Date:

[ad_1]

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (14) a condenação dos sete réus do chamado núcleo 4 que tentou um golpe de Estado em 8 de Janeiro. O grupo, formado por seis integrantes do Exército e um agente da Polícia Federal (PF), era responsável por promover uma campanha de desinformação. O procurador participa do julgamento da 1ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga a tentativa de golpe. 

Gonet indicou que o grupo teria usado a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para difundir informações falsas sobre a atuação das instituições brasileiras. O PGR afirmou que essa disseminação seria importante para criar uma “instabilidade social”. Com isso, seria possível uma intervenção federal para concluir o golpe de Estado. 

Os réus do núcleo 4 são: o ex-major Ailton Moraes Barros, o major da reserva Ângelo Denicoli, o presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Cesar Moretzsohn Rocha; o subtenente Giancarlo Rodrigues, o tenente-coronel Guilherme Almeida, o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet e o coronel do Exército Reginaldo Abreu.

Eles respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O julgamento dos golpistas do 8 de Janeiro foi dividido em núcleos, que teriam funcionado de acordo com tarefas definidas. Gonet afirma que o núcleo 4 também teria usado a Abin para espionar adversários. O PGR entende que essa atuação também teve um papel na invasão e destruição da sede dos Três Poderes. 

Na denúncia, Gonet afirmou que eles usaram a ferramenta FirstMile para identificar a localização georreferenciada de autoridades e pessoas ligadas ao governo Lula. Com isso, o PGR ressalta a existência do que foi chamado de “Abin paralela” para perseguir pessoas ligadas ao governo.

“Os réus propagaram sistematicamente notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizaram ataques virtuais a instituições e também a autoridades que ameaçavam os interesses da organização criminosa”, disso Gonet.

A PGR também avaliou que o Instituto Vota Legal fez um relatório “enviesado” para sustentar uma narrativa falsa contra as urnas eletrônicas. Esse documento foi encomendado pelo Partido Liberal (PL), sigla na qual Bolsonaro faz parte. Gonet afirmou que o intuito disso era justamente descredibilizar o processo eleitoral como um todo. 

Outros julgamentos

A 1ª Turma do STF já condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado.

Além dele, outros sete réus ligados ao núcleo político e militar também foram condenados, incluindo o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que recebeu a menor pena em comparação aos demais réus. O único voto divergente foi do ministro Luiz Fux, que defendeu a absolvição de Bolsonaro e de parte dos acusados.

O STF ainda reservou outras três sessões para terminar o julgamento do núcleo 4: nos dias 15, 21 e 22 de outubro. Os outros 3 núcleos também passam por avaliação da Corte. Até agora, o núcleo 1, no qual Bolsonaro está, foi julgado. O núcleo 3 será julgado em novembro, enquanto a avaliação sobre o núcleo 2 será feita em dezembro.

[ad_2]

Fonte: Brasil de Fato

spot_img
spot_img