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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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No aniversário de 2 anos do genocídio palestino, ato bolsonarista em Brasília exalta Israel — Brasil de Fato

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A primeira imagem que me chamou a atenção foi a de um senhor, vestindo uma camisa com a imagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e uma faixa na testa com a palavra “patriota”, enquanto segurava uma bandeira dos Estados Unidos. Por um instante, duvidei de que se tratasse de um cidadão brasileiro. “De onde você é?”, perguntei. “De Águas Lindas de Goiás”, respondeu, dissipando minha inquietação.

O ato da extrema direita foi amplamente convocado pelos porta-vozes do bolsonarismo, o que havia provocado em mim uma expectativa de acompanhar um ato multitudinário na Esplanada dos Ministérios, que já amanheceu coberta de bandeiras do Brasil, camisas da seleção brasileira e outros símbolos usados pelo grupo político.

Lá pelas tantas, resolvi consultar alguns ambulantes sobre o resultado das vendas. “Não paga nem o transporte”, disse Silene, vendedora ambulante que oferecia camisas da seleção e bandeiras do Brasil. “Tá fraco”, completou Joanes, um ambulante que vendia camisas com dizeres “Fora Lula” e “Anistia Já”. Mas você votou em quem?”, perguntei. “Aqui é Lula, rapaz!”, retrucou, sorrindo.

A marcha partiu dos arredores do Museu Nacional, próximo à rodoviária do plano piloto da capital federal, e seguiu até a altura do Palácio do Itamaraty, onde um forte contingente de policiais impedia a passagem. Durante a concentração, no carro de som, músicas que pediam “anistia ampla, geral e irrestrita” e atacavam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. “Xandão, seu tempo acabou”, dizia a música.

No carro de som, revezaram-se expoentes do neofascismo à brasileira. Muitos deles, centrados em atacar aquele escolhido como o “inimigo comum”: o ministro Alexandre de Moraes.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi direto. “Miserável, covarde”, disse, em referência ao magistrado que relatou o processo criminal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a mais de 27 anos de prisão.

A baixa adesão não passou despercebida pelos oradores. “A ideia não era trazer milhares de pessoas”, disse o pastor Silas Malafaia, pedindo os participantes que compartilhassem vídeos e fotos nas redes sociais para “ampliar” a mensagem.

Por onde se olhava, flamejavam bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel. O Estado sionista também foi referenciado pela ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro.

“Nós amamos Israel e não vamos desistir de declarar o Salmo 122, para que haja paz dentro dos muros de Jerusalém. Quem abençoar Israel será abençoado. Prestem atenção no que eu estou falando. E quem amaldiçoar será amaldiçoado”, disse, ignorando o genocídio do povo palestino.

No fim do ato, os manifestantes hostilizaram servidores públicos que deixavam os ministérios, após o expediente de trabalho.

Também compareceram ao ato deputados federais, senadores e o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL).

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Fonte: Brasil de Fato

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