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Está confirmado um encontro entre integrantes da alta cúpula do Hamas e do governo de Israel no Cairo, capital do Egito, na tarde deste domingo (5), para discutir um cessar-fogo definitivo e em contrapartida da entrega de reféns.
“O Hamas tem muito interesse em chegar a um acordo para pôr fim à guerra e iniciar imediatamente o processo de intercâmbio de prisioneiros”, afirmou um alto dirigente do grupo neste domingo.
O encontro parte de uma proposta apresentada nesta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que excluiu o Hamas das discussões.
Embora os termos do acordo tenham sido aceitos parcialmente por todas as partes desde sexta-feira (3) à noite, Israel seguiu atacando a Faixa de Gaza, matando 20 pessoas no sábado (4).
O plano de Trump contempla um cessar-fogo, a libertação dos prisioneiros israelenses em 72 horas, o desarmamento do Hamas e a retirada gradual do exército israelense da Faixa de Gaza, após quase dois anos de conflito.
O Hamas declarou na sexta-feira que aprova a libertação de todos os reféns, tanto os sequestrados que ainda estão vivos quanto os que morreram em cativeiro desde o ataque de 7 de outubro de 2023. Mas pediu “negociações” sobre os detalhes, o que deve acontecer neste domingo.
Uma fonte palestina próxima ao Hamas disse à agência de notícias internacional AFP que as duas delegações vão estar em um mesmo edifício.
“As negociações tem como objetivo discutir o calendário para preparar as condições sobre o terreno para o translado do reféns retidos em Gaza, como prelúdio ao início do processo de intercâmbio de prisioneiros.”
“Se Israel tem interesse genuínos de chegar a um acordo, o Hamas está disposto”, finalizou a fonte.
A proposta vem recebendo apoio de diferentes frentes. No final de semana a Frente Popular para a Libertação da Palestina emitiu uma nota confirmando a disposição do Hamas em negociar os termos
“Neste momento, o primordial é o compromisso de Israel de deter a agressão e implementar as etapas do acordo. Isso vai permitir criar condições para um cessar-fogo integral, uma retirada completa e uma ruptura do assédio, até alcançar um caminho político palestino claramente definido que proteja os direitos do nosso povo”
Por outro lado, a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) tem um posicionamento crítico frente ao modo que o plano foi elaborado e apresentado, excluindo integrantes palestinos das discussões.
“É uma distopia colonial que despreza e humilha palestinos, tenta varrer para debaixo do tapete o maior crime cometido contra a humanidade no milênio, premia “israel” (sic) por exterminar crianças de fome e diz ao mundo que genocídio compensa”, afirma uma nota publicada na sexta-feira.
Enquanto isso, integrantes da Flotilha Sumud, que levava ajuda humanitária à Gaza, seguem sob domínio israelense, desde que as embarcações foram interceptadas pelos militares do país. São 14 brasileiros dentro deste grupo.
No sábado, um deles foi deportado: Nicolas Calabrese, professor de Educação Física, educador popular da Rede Emancipa no Rio de Janeiro e militante do Psol. Ele foi levado para a Turquia, com os custos pagos pelo consulado italiano em Israel, junto com mais 136 ativistas.
Pelo mundo e no Brasil acontecem atos neste final de semana pedindo a garantia de direitos e a libertação dos integrantes da Flotilha.
Confira neste link as cidades que recebem atos.
*Com AFP
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Fonte: Brasil de Fato



