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sábado, 14 fevereiro, 2026
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Cachoeirinha (RS) inicia primeiro Censo LGBTQIAP+ do município

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Cachoeirinha deu início, nesta terça-feira (1º), ao primeiro Censo LGBTQIAP+, tornando-se a segunda cidade do Rio Grande do Sul a realizar um levantamento oficial sobre a população. A iniciativa inédita busca reunir dados estatísticos que permitam identificar vulnerabilidades e orientar a criação de políticas públicas voltadas à inclusão social, combate à violência e garantia de direitos.

O mapeamento surge diante de um contexto preocupante, em que a comunidade LGBTQIAP+ enfrenta níveis crescentes de violência. No Brasil, um óbito violento acontece, em média, a cada 30 horas, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB). No Rio Grande do Sul, as violações de direitos humanos contra essa população aumentaram aproximadamente 28% em 2024 em relação ao ano anterior, de acordo com o painel da Ouvidoria Nacional do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), totalizando 1.746 casos, uma média de 4,77 por dia.

Apesar da dimensão do problema, a comunidade continua invisibilizada na esfera política, em grande parte porque a maioria dos dados disponíveis dependem de associações e entidades não governamentais, com acesso limitado. Segundo o vereador Gustavo Almansa (PT), autor do Projeto de Lei 13/2025, aprovado em julho pela Câmara de Vereadores, sem números oficiais, fica difícil criar políticas públicas eficazes e reduzir as desigualdades enfrentadas pela comunidade. O que destaca a importância do Censo LGBTQIAP+ como instrumento para identificar vulnerabilidades e orientar ações concretas do poder público.

Almansa está em seu primeiro mandato e é o primeiro vereador assumidamente gay de Cachoeirinha. Ele ressalta que a aprovação do mapeamento no Legislativo evidencia a importância da comunidade ocupar espaços de decisão: “no geral, nós não somos pautados pela velha política, por isso precisamos garantir voz própria”.

Com dados concretos, o município terá condições de planejar ações mais efetivas, direcionar recursos de forma estratégica e garantir o respeito aos direitos fundamentais da população LGBTQIAP+. “Nós existimos e resistimos”, destaca Almansa.

Como participar

O formulário pode ser respondido de forma online (link de acesso) ou presencialmente em pontos físicos distribuídos pela cidade. Os resultados serão divulgados anualmente, com acesso público e garantia de anonimato das respostas, seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Pontos físicos para preenchimento do Censo

Posto de Atendimento (SMH)
Dias úteis, das 8h às 17h
Av. Flores da Cunha, 2209 – São Vicente de Paulo

CRAS (das 8h às 17h)
Anair: Rua Estrela, 50 – Anair
Betânia: Rua Itapeva, 160 – Betânia
Colinas: Rua Guaianá, 740 – Jardim Colinas
Wilkens: Rua Anita Garibaldi, 273 – Vila Márcia
Esperança: Rua Espanha, 636 – Nova Cachoeirinha

CREPOP / Albergue
Rua Missões, 760 – Vista Alegre
Todos os dias, das 8h às 17h

CREAS Rodrigo Marcelino
Rua Guaianá, 670 – Jardim Colinas
Das 8h às 17h

SAE (Serviço de Atendimento Especializado)
Rua Osvaldo Cruz, 610 – Silveira Martins
Das 11h às 16h

Instituto Cultural Ágora
Rua Anita Garibaldi, 185 – Vila Márcia
2° a sábado, das 9h às 17 horas

Câmara Municipal de Cachoeirinha
Das 9h às 14h
Rua Manatá, 565 – Jardim Colinas

Liga Acadêmica de Resistência LGBTQIAPN+ SOMOS (Cesuca)
Dias úteis, somente com agenda.
Rua Silvério Manoel, 160 – Jardim Colinas

Secretaria de Educação (Central de Matrículas)
Dias úteis, das 9h às 17h
Rua Érico Veríssimo, 570 – Parque da Matriz

Facilita (Shopping do Vale)
Dias úteis, das 9h às 17h
Av. Flores da Cunha, 4001 – Bom PrincípioAv. Flores da Cunha, 4001 – Bom Princípio

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Fonte: Brasil de Fato

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