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domingo, 22 fevereiro, 2026
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Israel diz que irá deportar ativistas de flotilha humanitária

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Os ativistas da flotilha Global Sumud serão deportados de volta à Europa, anunciou o governo de Israel nesta quinta-feira (2). Os humanitários tentaram furar o bloqueio à Faixa de Gaza, mas foram interceptados na quarta-feira (1º).

A rota dos barcos teve origem em Barcelona, no dia 31 de agosto, e reunia 45 embarcações e ativistas de mais de 45 países. Entre os detidos que participavam da missão, estavam a suéca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila.

De acordo com uma publicação do Ministério das Relações Exteriores de Israel no X,  os ativistas “estão a caminho de Israel com segurança e tranquilidade”, onde serão iniciados os “procedimentos de deportação para a Europa”. Ainda não foi esclarecido para qual país os detidos serão enviados.

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Flotilha Global Sumud (Foto: gazafreedomflotilla/Instagram)

Críticas a Israel

Em Tel Aviv, o detimento da flotilha gerou mais uma crise diplomática, que já estava sob pressão internacional por causa do conflito em Gaza. A ação das forças militares israelenses foi criticadas por diversos governos, e em países como Espanha, Itália, Tunísia e Colômbia houveram protestos contra a medida.

O Itamaraty publicou uma nota condenando a interceptação.

“O governo brasileiro deplora a ação militar do governo de Israel, que viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica. No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas”, afirmou o comunicado.

Pelos menos 12 brasileiros participaram da iniciativa, entre eles Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Magno Costa, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP); Luizianne Lins, deputada federal pelo PT; e a presidente do PSOL-RS, Gabi Tolotti.

Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro expulsou a delegação israelense de Bogotá, nesta quarta-feira (1), após denunciar que duas colombianas foram “detidas” e exigir sua “liberação imediata”. Na Turquia, a ação de Israel foi chamada de “ato de terrorismo”, enquanto a África do Sul disse que o país “viola o direito internacional”.

A Espanha, um dos países membro da União Europeia mais críticos de Tel Aviv na condução do conflito — pelo menos 60 espanhóis estavam na flotilha –, convocou a encarregada de negócios de Israel em Madri.

Segundo a comuniação do Ministério de Relações Exteriores israelense, nenhuma embarcação conseguiu furar o bloqueio.

“Um último barco desta provocação permanece à distância. Caso se aproxime, também será impedido em sua tentativa de entrar em uma zona ativa de combate e romper o bloqueio”, disseram.

 



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