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Desde esta segunda-feira (28), o município de Cavalcante, localizado na região norte da Chapada dos Veadeiros (GO), enfrenta incêndios florestais de grande proporção. As chamas atingiram áreas como o Morro Encantado e agora se espalham pela Serra Sant’Ana, aproximando-se da zona urbana da cidade.
Segundo atualização divulgada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) o incêndio teve início no dia 28 e atinge atualmente a região da Serra do Vão (Lava Pés). De acordo com o boletim, 35 brigadistas estão mobilizados no combate às chamas, distribuídos em quatro frentes de atuação.
A Brigada Voluntária Ambiental de Cavalcante (Brivac) atua de forma ininterrupta há mais de 40 horas no combate ao fogo. Os voluntários relatam que a frente de incêndio se desloca rapidamente, o que dificulta o controle e aumenta os riscos à vegetação nativa e à infraestrutura local.
De acordo com o Icmbio, a força-tarefa reúne 24 brigadistas do Prevfogo/Ibama, cinco do ICMBio e seis da Brivac. O combate ao incêndio conta ainda com apoio de veículos como duas viaturas L200 e um UTV do Ibama, além de uma viatura do ICMBio e um Marruá da Brivac. Estão sendo utilizados 17 sopradores, 14 bombas costais e quatro pinga-fogo no controle das chamas.
O período atual do ano é caracterizado por clima seco, alta incidência solar e baixa umidade do ar, condições típicas do mês de setembro no bioma Cerrado. Esses fatores aumentam a vulnerabilidade da vegetação e favorecem a propagação de queimadas, especialmente em áreas de relevo acidentado como as da Chapada dos Veadeiros.
As equipes atuam em pontos estratégicos para conter o avanço do fogo: nove brigadistas trabalham na ponta do incêndio, vindo da região do Vão; outros 16 operam na cabeça do fogo, com ações direcionadas tanto para o sentido Vão quanto para a estrada. Uma equipe adicional permanece em vigilância próxima à estrada, com a missão de evitar que o fogo cruze a rodagem.

O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e desempenha papel estratégico na recarga de aquíferos e nascentes de grandes bacias hidrográficas. Com cerca de 240 mil hectares, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros abriga uma diversidade significativa de espécies da fauna e flora nativas, algumas delas ameaçadas de extinção.
Até o momento, o ICMBio informou que o incêndio não atingiu o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que segue aberto à visitação. Não há registros de fauna afetada diretamente pelas chamas, embora danos materiais tenham sido identificados, como a destruição parcial de cercas e cocheiras em propriedades da região. A área total queimada ainda não foi estimada.
Procurado pelo Brasil de Fato DF, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirmou que “atua com equipes do Prevfogo na região de Cavalcante desde o início da ocorrência, em articulação com o ICMBio e brigadas voluntárias”. O órgão também destacou que “as equipes seguem em campo, e a previsão é de que o incêndio seja controlado nos próximos dias, a depender das condições climáticas e do terreno.”
A cidade de Cavalcante, que abriga parte do território do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, é também território quilombola Kalunga, e possui áreas de conservação ambiental que podem ser impactadas pelas queimadas.
Solidariedade
Diante da extensão dos focos de incêndio, a Brivac solicita apoio em insumos básicos para manter suas operações, como combustível, água, alimentação, equipamentos de proteção e sopradores. “Nossos heróis e heroínas da Brivac estão na linha de frente, trabalhando incansavelmente dia e noite para proteger nosso Cerrado, a fauna, a flora e a comunidade. Eles são voluntários e dependem do nosso apoio para continuar essa luta essencial”, diz o pedido de apoio na página da brigada.
As doações podem ser realizadas via pix para o CNPJ: 17.941.043/0001-74. Os recursos serão utilizados para combustível, manutenção de equipamentos, alimentação, hidratação e aquisição de novos itens de proteção e combate ao fogo.
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Fonte: Brasil de Fato



