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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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República Popular da China completa 76 anos: em que etapa o socialismo chinês se encontra?

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A República Popular da China completou nesta quarta-feira (1º) 76 anos de fundação, marcando a conclusão do 14º Plano Quinquenal, primeiro ciclo de planejamento desde a conquista da Primeira Meta Centenária em 2021. Os planos são um tradicional conjunto de metas utilizadas pelo Partido Comunista Chinês (PCCh) como forma de direcionar o desenvolvimento econômico e social do país.

Em recepção oficial no Grande Salão do Povo, o presidente Xi Jinping anunciou que a quarta sessão plenária do 20º Comitê Central do Partido Comunista será realizada em novembro para discutir o próximo Plano Quinquenal (2026-2030). O novo plano pretende alcançar “progresso decisivo” rumo à modernização socialista básica, meta estabelecida para 2035 como etapa intermediária antes da Segunda Meta Centenária em 2049. Xi destacou que o país aprofundou reformas, promoveu desenvolvimento de alta qualidade e melhorou condições de vida desde janeiro de 2025.

A recepção reuniu cerca de 800 convidados chineses e estrangeiros, incluindo o primeiro-ministro Li Qiang, que presidiu o evento, e outros líderes partidários como Zhao Leji, Wang Huning, Cai Qi, Ding Xuexiang, Li Xi e Han Zheng. Xi reiterou compromisso com a política de “Um País, Dois Sistemas” para Hong Kong e Macau, e prometeu expandir intercâmbios com Taiwan, opondo-se a separatismo e interferência externa.

A linha do tempo das duas metas centenárias

O conceito das “Duas Metas Centenárias”, apresentado oficialmente em 2012 no 18º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, estabelece marcos de longo prazo. A Primeira Meta foi alcançada em 2021 no centenário do Partido Comunista, com construção de sociedade moderadamente próspera, e incluiu a erradicação da pobreza extrema como uma das suas principais conquistas. A Segunda Meta, para 2049 no centenário da República Popular, visa consolidar a China como uma potência socialista moderna e próspera.

O calendário até 2049 inclui: conclusão da modernização fundamental do Exército Popular de Libertação em 2027; implementação de 300 medidas de aprofundamento das reformas até 2029; e conquista da modernização socialista básica em 2035, primeira etapa rumo à Segunda Meta Centenária.

Plano quinquenal abandona meta de PIB e prioriza qualidade

O 14º Plano Quinquenal, encerrado neste outubro, inovou ao não estabelecer meta quantitativa de crescimento do PIB pela primeira vez na história dos planos quinquenais chineses. A estratégia priorizou transição verde, autossuficiência tecnológica e prosperidade comum.

Segundo dados oficiais, mais de 6,9 milhões de pessoas em risco de recair na pobreza foram identificadas e assistidas preventivamente. As “três garantias” – educação obrigatória, assistência médica básica e moradia segura – foram expandidas, consolidando conquistas da erradicação da pobreza extrema concluída em 2021.

“Da perspectiva chinesa, quando olhamos para trás, olhamos milhares de anos, para uma continuidade. E quando olhamos para frente, sempre queremos olhar além deste ano ou do amanhã”, explicou Gao Zhikai, vice-diretor do Centro para a China e a Globalização. “Quando Deng Xiaoping fez previsões sobre a China nos anos 1970, ele olhou para o final do século XX, para o primeiro quarto do século XXI e para a metade do século XXI.”

Revitalização rural como base da evolução socialista

A revitalização rural permanece central na estratégia de desenvolvimento. Du Taisheng, vice-reitor da Universidade Agrícola da China, afirmou ao Brasil de Fato que “somente quando os problemas dos agricultores forem resolvidos, nossa modernização agrícola e a modernização de todo o país, poderão ser finalmente alcançadas”.

A estratégia prevê mecanização agrícola integrada com informatização, práticas ecológicas e tecnologias inteligentes. A revitalização rural também inclui outras iniciativas, como incentivo à população urbana a visitar áreas rurais para turismo e agricultura ecológica.

Defesa nacional e filosofia de resolução pacífica

Em 3 de setembro, a China realizou desfile militar marcando o 80º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial. Xi mencionou a data em seu discurso, destacando que experiência histórica deve orientar construção nacional.

“Damos sempre prioridade à paz e queremos nos distanciar da guerra de todos os tipos. Na filosofia chinesa, a guerra é sempre o último recurso, após exaurir todas as outras possibilidades”, afirmou Gao Zhikai. Ele contrastou essa abordagem com países que “tendem a usar a guerra como primeira opção, usando a violência para resolver problemas”.

Ainda sobre a política externa, Xi reforçou o compromisso chinês com multilateralismo e implementação das Iniciativas Globais de Desenvolvimento, Segurança, Civilização e Governança.

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Fonte: Brasil de Fato

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