Um país independente defende e promove a liberdade religiosa e de culto, diversidade religiosa, a tolerância o respeito e a equidade. Mas casos de violência e intolerância religiosa continuam crescendo no Brasil
No âmago dos casos de perseguições, preconceitos, demonizações e tentativas invisibilidade sobre os grupos religiosos de matrizes africanas estão as construções racistas.
Construções essas que, fortalecidas pelas ideias contemporâneas de higienização sociais atreladas as identificações raciais (negra) e culturais (africanas), vem há décadas promovendo fortíssimos processos de desagregações, silenciamentos e desumanização sobre esses grupos.
Mesmo sabendo pontuar e identificar os processos históricos sobre as religiões de matrizes africanas no Brasil, não é possível buscar e construir políticas públicas contras as violências religiosas sem falar e pontuar a partir de uma abrangência que possa abarcar todos os casos de cerceamentos das liberdades, seja ela qual for e em qual esfera estiver.
Por isso, ainda acredito que palavra TOLERÂNCIA, contrapondo a palavra e ideia INTOLERÂNCIA, resume todos os nossos anseios em prol de uma sociedade mais justa, mais humana, mais plural onde nossas diferenças possam ser a base das nossas coexistências e jamais a exclusão ou anulação das nossas identidades sociais.
E é justamente sobre essas busca que há exatos 18 anos, um grupo de religiosas e religiosas, de diversas confissões e credos, se reuniram e uniram, na Orla de Copacabana, para realizar a 1º Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. Pois compreenderam que a luta pela liberdade religiosa e de culto, diversidade religiosa, a tolerância o respeito e a equidade precisam ser as bases de fortalecimento de um país independente e soberano.
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