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A coluna viajou no mesmo voo de Brasília para o Rio de Janeiro no qual estava o deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ). Durante a viagem, ele segurava o Manual de Persuasão do FBI e conversava com o vice-presidente da Câmara dos Deputados Altineu Cortes (PL-RJ), que estava ao seu lado. No desembarque, Pazuello disse à coluna que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentar um golpe de estado em 2022, no STF é um “besteirol”.
Livro que o deputado Eduardo Pazuello segurava durante o voo (Foto Juliana Dal Piva)
Questionado sobre o motivo pelo qual achava um “besteirol”, Pazuello iniciou o seguinte diálogo:
– Você quer falar sério?
– Claro. Mas e o depoimento do brigadeiro Baptista Junior apontando as reuniões sobre o golpe com o presidente?
– Ele (brigadeiro) ganhou muito dinheiro – afirmou Pazuello.
– Dinheiro de quem? – questionou a coluna.
– Dá uma olhadinha avalia as continhas – insistiu o deputado.
– Quem pagou ele? – perguntou a coluna novamente.
– Sei lá. É problema teu, tu é investigativa. Qual é o crime? Pode discutir o que quiser – finalizou Pazuello, indo embora.
Os dois deputados conversaram durante grande parte do voo com a mão na boca para evitar que os demais passageiros ouvissem o que os dois conversavam. Pazuello foi ministro da Saúde de Bolsonaro durante todo o pior período da pandemia de Covid e que deixou mais de 700 mil mortos no Brasil. Ele liderava a pasta quando o ministério resistiu à compra de vacinas que previnem a doença e o desenvolvimento dos sintomas mais graves da covid.



