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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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PF apura uso de padarias de SP em esquema de lavagem ligado ao PCC

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A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo investigam seis padarias da capital e da Grande São Paulo sob suspeita de ligação com o esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os estabelecimentos, alguns deles premiados e de grande movimento, teriam sido utilizados para ocultar patrimônio do grupo criminoso.

As apurações, que fazem parte da Operação Carbono Oculto, apontam indícios de que parte das panificadoras estava registrada em nome de laranjas. Entre os sócios aparecem moradoras do interior de Sergipe, com renda declarada inferior a um salário mínimo, mas ligadas a dezenas de empresas nos ramos de alimentação e combustíveis.

De acordo com os investigadores, os negócios variam de padarias tradicionais a lojas de conveniência e postos de combustíveis, distribuídos entre São Paulo, Paraná e Goiás. A suspeita é de que os empreendimentos funcionavam como fachada para movimentações financeiras ilícitas, envolvendo fraudes fiscais, contábeis e operações de lavagem de capitais.

Padaria

Padaria Iracema seria uma das envolvidas no esquema investigado pela Operação Carbono Oculto (Foto: Reprodução)

Veja as padarias mencionadas

Nova Iracema – Av. Angélica, 101 – Santa Cecília

Nova Salamanca – Av. José Estevão de Magalhães, 45 – Vila Campestre

Pérola do Brooklyn – R. Barão do Triunfo, 255 – Brooklin

Nova Copacabana – R. Copacabana, 36 – Santa Teresinha

Bella Suil – R. Antônio de Barros, 1.419 – Tatuapé

Bella Portugal – R. Gen. Florêncio, 239 – Quitaúna, Osasco

Alguns endereços chegam a ter até três CNPJs diferentes.

Três desses estabelecimentos estão no nome de Maria Edenize Gomes, moradora de Santo Amaro das Brotas (SE). Apesar de ter renda mensal declarada inferior a R$ 1.000, ela consta como sócia de 17 empresas, entre elas a rede de padarias Dubai e diversas lojas de conveniência em diferentes estados. Parte dessas empresas teria sido transferida por sua vizinha, Ellen Bianca de Franca Santana Resende, que também apresenta renda modesta e aparece na cadeia societária.

O MP-SP também identificou conexões com Alexandre Motta de Souza e sua esposa, Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza, investigados por adulterações em combustíveis. Ambos mantêm relação societária com Lucas Tomé Assunção, apontado como contador de Mohamad Hussein Mourad, tido como operador central do esquema.

Outro nome em destaque é o de Tharek Majide Bannout, ligado a várias padarias investigadas e também a postos de combustíveis adquiridos recentemente. Segundo as autoridades, Bannout seria peça-chave na ocultação de bens e transações atribuídas ao PCC.

As padarias seguem em funcionamento, mas em ao menos um dos endereços visitados, pagamentos com vale-refeição estavam suspensos. Procurados, os sócios não responderam às tentativas de contato.



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