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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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China se une ao Brasil para ‘resistir a atos de intimidação’

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou nesta sexta (29) que Pequim está disposta a aprofundar a cooperação com o Brasil no âmbito do Brics e a “resistir a atos de intimidação” no cenário internacional. A declaração foi publicada na rede social X.

Segundo o governo chinês, os chanceleres Wang Yi e Mauro Vieira conversaram por telefone na quinta-feira (28), a pedido do Itamaraty. O diálogo ocorreu no mesmo dia em que o governo brasileiro anunciou o início do processo para aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, após a imposição de tarifas adicionais sobre produtos nacionais.

“Melhor momento histórico”

De acordo com comunicado oficial divulgado em Pequim, Wang Yi afirmou que a relação China-Brasil vive seu melhor momento histórico. Ele destacou a liderança do Brasil dentro do Brics e disse que os dois países devem acelerar a implementação dos entendimentos firmados entre Lula e Xi Jinping.

“A China está pronta para trabalhar com o Brasil para fortalecer a confiança mútua estratégica, apoiar-se mutuamente com firmeza, acelerar a implementação dos importantes entendimentos comuns alcançados pelos dois chefes de Estado e aprofundar a cooperação prática em diversas áreas entre os dois países”, declarou Wang Yi.

Conversa entre Xi Jinping e Lula

No último dia 11 de agosto, o presidente Xi Jinping já havia enfatizado a importância da parceria com o Brasil em conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a agência estatal Xinhua, Xi disse que Pequim e Brasília podem se tornar símbolos de autossuficiência global e unir esforços em defesa de um mundo mais justo e sustentável.

Durante o diálogo, que durou cerca de uma hora, os dois líderes trataram de temas como:

  • fortalecimento da cooperação bilateral em áreas como saúde, energia, economia digital e satélites;
  • defesa do multilateralismo e da ampliação da representatividade do Sul Global;
  • papel estratégico do BRICS e do G20 na construção de uma nova governança internacional;
  • apoio mútuo em questões de soberania nacional.

Xi ainda parabenizou o Brasil pelo sucesso da última cúpula do Brics e disse esperar avanços conjuntos rumo à COP 30 em Belém, além de esforços de paz em crises internacionais, como a guerra na Ucrânia.

O posicionamento de Lula

Por sua vez, Lula ressaltou que o Brasil atribui grande valor ao relacionamento com a China e destacou a importância de ampliar o alinhamento estratégico entre os dois países. Ele elogiou a postura chinesa em defesa do livre comércio e de regras internacionais justas, além de reforçar a disposição brasileira em trabalhar lado a lado com Pequim em fóruns multilaterais.

O presidente também informou Xi sobre o atual impasse nas relações com os Estados Unidos e reafirmou a defesa da soberania brasileira diante das novas tarifas impostas por Washington.



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