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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Gastos de brasileiros no exterior atingem maior nível

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Mesmo diante da alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o câmbio, os brasileiros voltaram a gastar com força fora do país. Em julho, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,34 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Banco Central. É o maior volume para o mês desde julho de 2014 e o mais elevado para qualquer mês desde setembro daquele ano, quando as despesas chegaram a US$ 2,37 bilhões.

De janeiro a julho de 2025, os gastos de brasileiros no exterior acumulam US$ 12,5 bilhões — também o maior valor para o período desde 2014 (US$ 14,9 bilhões).

A elevação ocorre mesmo com o aumento do IOF, que encareceu a compra de moeda estrangeira e as remessas internacionais. A alíquota passou de 1,1% para 3,5% tanto para a compra de moeda em espécie quanto para transferências, igualando-se ao IOF do cartão de crédito.

Ainda assim, a valorização do real frente ao dólar ajudou a suavizar o impacto do imposto. A moeda americana acumula queda de 11,3% em 2025, encerrando esta segunda-feira (24) cotada a R$ 5,48. Além disso, analistas apontam que a manutenção do crescimento econômico, mesmo com a taxa Selic em 15% ao ano, tem sustentado o consumo no exterior.

Gastos de brasileiros e contas externas

Esse aumento nas despesas externas contribuiu para a deterioração das contas externas do país. O déficit em transações correntes — indicador que mede a diferença entre o que o país gasta e recebe em comércio, serviços e rendas — somou US$ 40,1 bilhões até julho, alta de 76,4% em relação ao mesmo período de 2024. Apenas no mês de julho, o déficit foi de US$ 7,1 bilhões.

Investimento estrangeiro

Apesar da piora, os investimentos estrangeiros diretos (IED) no país continuam sendo um fator de equilíbrio. O Brasil recebeu US$ 42,1 bilhões em IED nos primeiros sete meses do ano — uma queda de 6,4% em relação ao mesmo período de 2024, mas ainda suficiente para cobrir o déficit em conta-corrente. Somente em julho, os investimentos externos somaram US$ 8,3 bilhões.

Segundo o BC, a piora das contas externas está ligada principalmente à redução do superávit da balança comercial, que recuou de US$ 44,2 bilhões para US$ 32,3 bilhões no comparativo anual.

A tendência é de que o déficit continue em alta até o fim do ano: a projeção da autoridade monetária é de um saldo negativo de US$ 58 bilhões em 2025. Já os investimentos estrangeiros devem somar cerca de US$ 70 bilhões no ano.

Resumo dos principais pontos do relatório de Estatísticas do setor externo do BC:

  • Gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,34 bilhões em julho — maior valor desde 2014.
  • Acumulado do ano (jan-jul): US$ 12,5 bilhões em despesas fora do país.
  • Alta do IOF para 3,5% não conteve avanço dos gastos; dólar em queda (-11,3%) ajudou a compensar.
  • Atividade econômica resiliente também estimula consumo e viagens internacionais.
  • Déficit nas contas externas subiu 76,4% no ano e chegou a US$ 40,1 bilhões até julho.
  • Pior desempenho comercial contribuiu para o rombo: superávit caiu de US$ 44,2 bi para US$ 32,3 bi.
  • Investimento estrangeiro direto (IED) caiu 6,4%, mas ainda cobre o déficit externo.
  • Projeção para 2025: déficit em conta-corrente de US$ 58 bi e entrada de IED de US$ 70 bi.



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