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Os índices futuros de Wall Street operam em queda nesta quarta-feira (20), refletindo a aversão ao risco após a forte correção das ações de tecnologia na sessão anterior. O foco dos investidores se volta agora para a ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), que será divulgada à tarde.
O documento poderá oferecer pistas sobre os próximos passos da política monetária dos EUA, em meio a divergências internas no comitê – dois membros votaram contra a manutenção dos juros, algo que não ocorria desde 1993.
Além disso, o mercado monitora os balanços das gigantes do varejo Target, Lowe’s e TJX Cos., após resultado acima do esperado da Home Depot na véspera. Os dados podem indicar o impacto das tarifas comerciais e o apetite do consumidor norte-americano.
No Brasil, o dia é marcado pela repercussão da queda acentuada das ações dos grandes bancos, que perderam quase R$ 42 bilhões em valor de mercado na terça-feira (19). A derrocada foi motivada por incertezas jurídicas após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que limita a aplicação de leis estrangeiras a brasileiros. Ainda hoje, o Banco Central divulga o fluxo cambial semanal.
Brasil
O Ibovespa fechou a terça-feira (19) com forte baixa, caindo 2,10% e encerrando o pregão aos 134.432 pontos. Foi a segunda maior queda do ano do indicador.
O movimento foi liderado pelas ações do setor financeiro, com destaque para Banco do Brasil ON (BBAS3), que recuou 6,03%, seguido por Santander (SANB11, -4,88%) e B3 (B3SA3, -4,79%). Também registraram perdas significativas Itaú (ITUB4, -3,84%) e Bradesco (BBDC4, -3,43%).
No mercado de câmbio, o dólar ficou 1,2% mais caro frente ao real, cotado a R$ 5,50.
O tombo do índice, segundo agentes do mercado, refletiu o aumento da aversão ao risco após um novo desdobramento no campo político. A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, de tentar barrar as sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, acendeu alertas no mercado.
A interpretação do famigerado mercado é que a decisão de Dino pode levar o STF a aplicar punições às instituições que acatem as sanções aplicados pelos Estados Unidos contra Moraes.
Europa
As bolsas europeias operam em queda nesta quarta-feira, acompanhando a liquidação recente das ações de tecnologia em Wall Street. Hoje, os mercados também estão reagindo à inflação do Reino Unido, que chegou a 3,8% (acima do esperado por analistas) no ano até julho.
STOXX 600: -0,17%
DAX (Alemanha): -0,51%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,19%
CAC 40 (França): -0,29%
FTSE MIB (Itália): -0,32%
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York recuam hoje, refletindo a suposta queda no apetite dos investidores por ações de empresas de tecnologia, como mostrou a queda do Nasdaq na véspera. Hoje, a atenção dos agentes estará voltada para a ata da última reunião do Fed e para o balanço da Target. Amanhã será a vez do Walmart divulgar seus dados. Os resultados devem indicar como empresas e consumidores estão reagindo às tarifas do presidente Donald Trump.
No trimestre anterior, o Walmart chegou a alertar para aumentos de preços, provocando uma resposta direta de Trump, que afirmou que a empresa deveria “absorver as tarifas”.
Dow Jones Futuro: -0,26%
S&P 500 Futuro: -0,26%
Nasdaq Futuro: -0,33%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta hoje, exceto o Nikkei de Tóquio, que caiu pressionado pelo movimento de Wall Street e por sinais de enfraquecimento das exportações do Japão, diante da expectativa em torno de possíveis indicações de um corte de juros nos Estados Unidos.
As exportações japonesas caíram 2,6% em julho, em relação ao mesmo período do ano anterior, registrando a maior queda em mais de quatro anos.
Shanghai SE (China), +1,04%
Nikkei (Japão): -1,51%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,17%
Nifty 50 (Índia): +0,21%
ASX 200 (Austrália): +0,25%
Petróleo
Os preços do petróleo sobem nesta quarta-feira, com as preocupações com o fornecimento ressurgindo, enquanto as negociações de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia provavelmente levarão mais tempo, deixando em vigor sanções ao petróleo russo e aumentando a chance de mais restrições aos seus compradores.
Petróleo WTI, +1,04%, a US$ 63,00 o barril
Petróleo Brent, +0,79%, a US$ 66,31 o barril
Agenda
Nos EUA, saem dados dos estoques de petróleo (AIE) da semana e a ata da última reunião do Fed.
Por aqui, no Brasil, a prioridade do governo é ampliar o número de produtos brasileiros excluídos da tarifa de 50% imposta pelos EUA por ordem de Donald Trump, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin. Ele disse que o tarifaço “não faz sentido”, já que a taxa média aplicada pelo Brasil a produtos americanos é de 2,7% e muitos entram com alíquota zero. Alckmin ainda reforçou a relevância do mercado norte-americano para exportações industriais e defendeu o avanço da reforma administrativa no Brasil.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



