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Por Cleber Lourenço
O colégio de líderes da Câmara dos Deputados se reuniu nesta terça-feira (19) e, mais uma vez, o chamado pacote da impunidade e o projeto da anistia não prosperaram. O tema foi levantado de forma isolada apenas pelo PL e pelo Novo, mas não encontrou respaldo entre as demais bancadas, que optaram por não dar sequência ao debate.
O líder da maioria, Arlindo Chinaglia (PT-SP), confirmou que não houve consenso para avançar com a proposta. O mesmo relato foi feito por Alencar Santana (PT-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ), que destacaram que os partidos presentes rejeitaram a tentativa de recolocar a anistia na pauta. “O assunto foi levantado, mas não prosperou. Apenas dois partidos insistiram e ficaram isolados”, relatou um dos parlamentares que acompanhou a reunião.

Talíria Petrone acrescentou que estão previstas mais duas reuniões do colégio de líderes ainda nesta semana, mas que dificilmente o cenário se altera. Segundo a deputada, a resistência dos principais blocos parlamentares já é consolidada e torna o avanço da pauta cada vez mais improvável.
Impunidade e anistia
A nova derrota reforça a percepção de esvaziamento do tema dentro da Câmara. A insistência do PL e do Novo contrasta com a escolha das demais bancadas, que priorizaram discutir projetos considerados de maior impacto imediato, como a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Sem apoio político e sem acordo entre os líderes, a anistia e o pacote da impunidade permanecem em segundo plano. Parlamentares presentes avaliam que a cada reunião o tema perde relevância e se afasta das prioridades do Congresso, consolidando a imagem de um projeto derrotado antes mesmo de chegar ao plenário.



