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sábado, 21 fevereiro, 2026
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Índices futuros operam mistos à espera de inflação nos EUA

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Os índices futuros dos Estados Unidos operam de forma mista nesta segunda-feira (11), refletindo a cautela dos investidores diante da expectativa pelos dados de inflação norte-americana e das incertezas em torno das tarifas comerciais entre EUA e China, que podem ter uma trégua de 90 dias prorrogada.

O mercado aguarda a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) na terça-feira (12), seguido pelo Índice de Preços ao Produtor (PPI) na quinta (14) e pelas vendas no varejo na sexta (15). Analistas apontam que a inflação, que acelerou em junho, deve continuar pressionada pelas tarifas externas.

No Brasil, a agenda inclui o IPC da Fipe, a primeira prévia do IGP-M de agosto, o Relatório Focus e a balança comercial semanal. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, participa de evento na Associação Comercial de São Paulo.

Na política, o presidente Lula se reúne com o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir medidas de resposta às tarifas de 50% impostas pelos EUA. A decisão deve ser anunciada até o fim da tarde desta segunda-feira. O lançamento do Programa de Qualificação para Exportação foi adiado.

O dia também é marcado pela divulgação de resultados do segundo trimestre de diversas empresas brasileiras, como Natura, Itaúsa, Sabesp e Vibra Energia.

No cenário externo, além das negociações comerciais entre China e EUA, os mercados monitoram a reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin, marcada para a sexta-feira, em busca de um possível acordo sobre o fim da guerra na Ucrânia.

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira (8) com queda de 0,45%, aos 135.913 pontos, puxado pela forte baixa da Petrobras, que recuou 6,15% após divulgar dividendos abaixo do esperado no balanço do 2º trimestre. Ainda assim, o índice acumula alta de 2,62% na semana, encerrando uma sequência de quatro semanas negativas.

Por sua vez, o dólar comercial subiu 0,24%, a R$ 5,436, interrompendo uma série de cinco quedas. Os juros futuros também inverteram a tendência recente e avançaram em toda a curva.

Nos Estados Unidos, os mercados voltaram ao campo positivo, com investidores atentos à política comercial do governo Trump, especialmente no setor de semicondutores. A Casa Branca prometeu esclarecer medidas tarifárias sobre importações como barras de ouro, que geraram incertezas nos mercados.

Europa

As bolsas europeias operam majoritariamente em alta, com os investidores reagindo à possibilidade de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, enquanto aguardam possíveis negociações em torno do tarifaço do governo de Donald Trump.

STOXX 600: +0,10%
DAX (Alemanha): -0,27%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,29%
CAC 40 (França): -0,31%
FTSE MIB (Itália): -0,07%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam mistos hoje, com os agentes à espera da divulgação de uma série de dados de inflação ao longo da semana, que podem influenciar a próxima decisão sobre os juros por parte do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense). A instituição ganhou ainda mais destaque após o presidente Donald Trump indicar seu aliado Stephen Miran para o conselho. As apostas apontam cerca de 90% de chance de corte de juros em setembro e já embutem três reduções até dezembro.

Dow Jones Futuro: +0,21%
S&P 500 Futuro: 0,00%
Nasdaq Futuro: -0,09%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam com alta, em meio à expectativa por dados econômicos relevantes dos EUA e da China, e pela possibilidade de extensão do prazo para a aplicação de tarifas por Pequim.

Shanghai SE (China), +0,34%
Nikkei (Japão): +1,85%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,12%
Nifty 50 (Índia): +0,59%
ASX 200 (Austrália): +0,43%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, ampliando as quedas de mais de 4% da semana passada, enquanto os investidores aguardavam o resultado das negociações entre os EUA e a Rússia no final desta semana sobre a guerra na Ucrânia.

Petróleo WTI, -0,77%, a US$ 63,39 o barril
Petróleo Brent, -0,71%, a US$ 66,16 o barril

Agenda

Agenda internacional esvaziada nesta segunda-feira

Por aqui, no Brasil, as tarifas de 40% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros elevam para 50% a sobretaxa total sobre exportações aos EUA, afetando mais da metade das vendas em 22 estados, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. Estados como Tocantins, Ceará e Paraná têm até 95% ou mais das exportações prejudicadas, especialmente produtos de baixo valor agregado e alta intensidade de mão de obra. Regiões como Sudeste e Centro-Oeste, beneficiadas por isenções, conseguem reduzir os impactos, enquanto Norte, Nordeste e Sul enfrentam efeitos mais severos. O impacto econômico global pode ser modesto, mas setores e microrregiões dependentes dos EUA podem sofrer danos maiores. Especialistas recomendam ações focadas empresa a empresa para minimizar prejuízos.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



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