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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Incêndio em fábricas de Manaus é controlado após mais de 30 horas

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O incêndio de grandes proporções que atingiu os galpões das fábricas da Effa Motors e da Valfilm da Amazônia, localizadas no Polo Industrial de Manaus, foi finalmente controlado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) na noite desta quarta-feira (7). As chamas começaram por volta do meio-dia da última terça-feira (5) e se estenderam por mais de 30 horas, mobilizando cerca de 200 bombeiros no combate.

Apesar de controlado, o fogo ainda não foi totalmente extinto. As equipes seguem atuando na fase de rescaldo para eliminar os focos residuais e garantir a segurança da área.

Segundo o subcomandante de operações do CBMAM, coronel Helliton de Sousa, o trabalho deve continuar sem previsão de término. “Não é possível precisar com exatidão um horário que vai acabar. Nós podemos afirmar com certeza que a corporação pode permanecer no local, trabalhando, atuando no combate, no controle, até que chegue o momento de deixar o local”, explicou.

Como começou o incêndio

Testemunhas que estavam próximas ao local relataram que o incêndio teve início nas instalações da Effa Motors, montadora especializada em caminhões de pequeno porte. Segundo informações preliminares, faíscas provenientes de uma operação de soldagem teriam atingido um produto químico inflamável na linha de produção, provocando o início das chamas.

Na área atingida, havia cerca de 100 veículos. O fogo se alastrou rapidamente e atingiu também a Valfilm da Amazônia, empresa especializada na reciclagem e transformação de plástico, que operava em galpão vizinho. Até o momento, a Valfilm não divulgou nenhum comunicado oficial sobre os danos ou impactos sofridos.

Ações de contenção e apoio climático

Na tarde de quarta-feira (6), uma forte chuva caiu sobre a capital amazonense por volta das 14h e durou cerca de 40 minutos. Apesar da intensidade e dos ventos fortes, a chuva não foi suficiente para dissipar completamente a nuvem de fumaça provocada pelo incêndio, que ainda podia ser vista de vários pontos da cidade até o início da noite.

O Corpo de Bombeiros informou que, apesar das condições climáticas favoráveis, o combate às chamas continuou a depender majoritariamente da ação humana e da estratégia técnica das equipes no local.

Mobilização e riscos evitados

O rápido alastramento do fogo entre as estruturas industriais aumentou o risco de propagação para outras áreas do polo industrial. Contudo, graças à ação intensa das equipes de bombeiros, as chamas foram confinadas dentro dos galpões atingidos, o que evitou uma tragédia de maiores proporções.

O Corpo de Bombeiros destacou que a atuação coordenada de mais de 200 homens foi essencial para o controle do incêndio. “Essa é uma operação que demanda técnica, resistência física e atenção permanente dos nossos profissionais”, acrescentou o coronel Helliton.

Impactos e investigações

Ainda não há estimativa oficial sobre o prejuízo causado pelo incêndio, mas os danos estruturais aos galpões e aos veículos da Effa Motors são considerados significativos. A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística devem iniciar uma perícia detalhada para identificar as causas exatas do acidente e avaliar se houve falhas de segurança nas operações das empresas.

Até o momento, não foram registrados feridos graves, e os funcionários das fábricas foram retirados a tempo, graças à evacuação rápida no momento da explosão inicial. O caso ainda será apurado em mais profundidade.

Empresas ainda não se pronunciam

A Effa Motors e a Valfilm da Amazônia, principais atingidas pelo incêndio, não divulgaram notas oficiais até a publicação desta matéria. A expectativa é de que ambas se pronunciem nos próximos dias, com esclarecimentos sobre os danos e as ações de reconstrução das operações.

Polo Industrial de Manaus em alerta

O incêndio acendeu um alerta em todo o Polo Industrial de Manaus, onde centenas de empresas operam com materiais sensíveis e inflamáveis. O episódio reforça a importância da revisão contínua de protocolos de segurança e da fiscalização sobre o uso de substâncias químicas nas linhas de produção.

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) deve acompanhar os desdobramentos do caso e, segundo fontes ligadas ao órgão, poderá sugerir novas medidas de segurança às empresas instaladas no polo.

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