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segunda-feira, 16 fevereiro, 2026
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Governo Trump corta fundo bilionário para vacinas de doenças respiratórias

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(UOL/Folhapress) – O Governo Trump anunciou nesta terça-feira (05) que vai cancelar o financiamento de US$ 500 milhões (equivalente a R$ 2,7 bilhões) em estudos para desenvolver vacinas contra vírus respiratórios, como o da gripe e o da covid-19.

As pesquisas, que produziam vacinas baseadas em RNA mensageiro, são consideradas “problemáticas” pelo secretário de saúde norte-americano Robert Kennedy Jr. Entretanto, não há evidências científicas de que as acusações de Kennedy Jr. estejam corretas.

Entre os 22 estudos que serão paralisados, estão a produção de uma vacina contra a gripe aviária da Moderna e pedidos prévios de licitações dos gigantes farmacêuticos Pfizer e Sanofi.

A medida faz parte de uma série de decisões que colocam imunização em questionamento no país. Além de suspender o financiamento dos estudos, o departamento de Kennedy retirou a recomendação de vacinas de covid para mulheres grávidas e crianças saudáveis em maio e, no mês seguinte, demitiu todo o comitê de 17 conselheiros de vacinação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país.

Governo Trump corta fundo bilionário para vacinas de doenças respiratórias

Robert Kennedy Jr., secretário de saúde dos Estados Unidos

Ao jornal The New York Times, o ex-chefe do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico dos EUA, Rick Bright, afirmou que a medida é perigosa e prejudica as chances do país de conter novas ameaças no futuro. Segundo o especialista, não financiar os estudos é uma forma de “enfraquecer a linha de frente contra patógenos” no país.

Ainda assim, alguns projetos de vacinas que estão em fase avançada não terão financiamento cortado. Segundo o secretário, essa escolha foi feita para preservar o investimento anterior feito pelos contribuintes.

Kennedy Jr., que tem histórico de falas contra imunização, afirmou que o dinheiro será investido em outras tecnologias. Segundo ele, serão priorizadas vacinas que “são mais seguras e abrangentes que mantenham sua eficácia mesmo com as mutações do vírus”.

Vacinas salvaram vidas e renderam prêmios

Vacinas mRNA salvaram vidas durante a pandemia e renderam Nobel de medicina aos seus criadores.

Os pioneiros dessa tecnologia, Katalin Karikó e Drew Weissman, receberam o prêmio em 2023 por sua contribuição ao “ritmo sem precedentes de desenvolvimento de vacinas durante uma das maiores ameaças à saúde humana na era moderna”.

Vacina mRNA funcionam através de produção de “simulacros”. Diferentemente das vacinas tradicionais, que frequentemente utilizam formas enfraquecidas ou inativadas do vírus ou bactéria-alvo, as vacinas de mRNA introduzem instruções genéticas nas células de quem a recebe, levando-as a produzir um simulacro inofensivo da doença e treinando o sistema imunológico para combater a doença real.



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