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domingo, 15 fevereiro, 2026
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Moraes autoriza acareação entre Cid e Câmara sobre monitoramento de autoridades

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (6) a realização de uma acareação entre o tenente-coronel Mauro Cid e o coronel Marcelo Câmara, ambos réus na investigação sobre uma suposta trama golpista.

A acareação foi solicitada pela defesa de Câmara e está marcada para a próxima quarta-feira (13), no período da manhã. O objetivo é esclarecer divergências nos depoimentos relacionados ao suposto monitoramento ilegal de autoridades, como o próprio Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), antes da diplomação da chapa eleita em 2022.

Cid é delator e réu no núcleo 1 da investigação, enquanto Câmara responde no núcleo 2. Na decisão, Moraes determinou que o coronel — atualmente preso preventivamente — compareça presencialmente ao Supremo usando tornozeleira eletrônica.

Segundo a defesa de Câmara, há “incongruências” nos relatos de Cid, que teria afirmado que o coronel participou de monitoramentos contra autoridades, quando ainda era assessor do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moraes

Os réus por suposta trama golpista, Marcelo Câmara e Mauro Cid (Foto: Reprodução)

Decisão de Moraes sobre Filipe Martins

Na mesma decisão, Moraes concedeu cinco dias para que o Ministério da Justiça envie ao STF a resposta do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) sobre registros de entrada e saída do ex-assessor presidencial Filipe Martins no país.

Réu no mesmo inquérito, Martins é acusado de apresentar a Jair Bolsonaro, em novembro de 2022, uma minuta de decreto golpista. Ele foi preso preventivamente em fevereiro de 2024, com base em indícios de que teria embarcado com o ex-presidente rumo a Orlando (EUA) em 30 de dezembro de 2022 — embora não houvesse registros de sua saída no controle migratório brasileiro.

O nome de Martins chegou a constar no site do DHS, mas sua localização era considerada “incerta” pelas autoridades brasileiras. Sua prisão foi revogada em agosto de 2024, e atualmente ele cumpre medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A defesa nega que ele tenha deixado o país no avião presidencial.



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