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A semana mais conturbada do ano chegou ao fim com os mercados globais sob forte pressão. O Ibovespa acumulou queda de 0,81% na semana e encerrou o primeiro dia de agosto em baixa de 0,48%, aos 132.437 pontos — movimento que refletiu não só o cenário externo, mas também problemas técnicos na B3, que ficou horas sem exibir cotações dos principais índices, apesar da manutenção das operações.
O dólar caiu 1,01%, a R$ 5,545. Os DIs (juros futuros) também recuaram, agora que se fala em cortes de taxas de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).
Nos Estados Unidos, os dados do payroll frustraram expectativas e reforçaram temores de desaceleração econômica, provocando forte queda em Wall Street. O fraco desempenho do mercado de trabalho reacendeu as apostas de corte de juros pelo Fed já em setembro.
A reação política foi imediata: o presidente Donald Trump criticou duramente o presidente do Fed, Jerome Powell, e demitiu a chefe de estatísticas do Departamento do Trabalho.
No Brasil, o governo tenta reverter as tarifas impostas pelos EUA a produtos de exportação, sem sucesso até agora. Lula deve se pronunciar em rede nacional para se posicionar contra as sanções e defender a soberania nacional.
Enquanto isso, os balanços do segundo trimestre começaram a movimentar a Bolsa. A Vale surpreendeu positivamente, mas o setor bancário e as petroleiras tiveram desempenho fraco. A ação do BB caiu 6,85%, e Petrobras recuou 1,32%, em meio à queda do petróleo no mercado internacional.
Mercado externo
As bolsas de Wall Street desabaram com o relatório de empregos, o payroll de julho, bem mais fraco do que o esperado, mostrando uma fraqueza até aqui não vista na economia mais forte do mundo.
O Dow Jones caiu 1,23% no dia e -2,92% na semana; o S&P 500, -1,60% e -2,40%, respectivamente; e o Nasdaq, -2,24% e -2,17%.



