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segunda-feira, 16 fevereiro, 2026
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Juros do crédito sobem em junho, aponta Banco Central

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As taxas de juros do crédito voltaram a subir em junho, segundo o Banco Central. No crédito livre para pessoas físicas, os juros anuais atingiram 58,3% ao ano — um salto de 5,7 pontos percentuais em relação a maio, sinalizando maior cautela dos bancos na concessão de recursos. Já para empresas, a média chegou a 24,3% ao ano, alta de 3,5 pontos percentuais em comparação ao mesmo mês de 2024.

Apesar do avanço geral, a taxa média de juros nas concessões de crédito permaneceu relativamente estável: 31,5% ao ano, com leve queda de 0,1 ponto percentual no mês. Ainda assim, o indicador acumula alta de 3,6 pontos percentuais em relação a junho de 2024.

Entre as modalidades de crédito mais caras, o cartão de crédito rotativo apresentou recuo significativo: caiu para 441,4% ao ano (-7,9 pontos percentuais), o menor patamar de 2025 até agora. A mudança reflete os efeitos da nova regra do CMN (Conselho Monetário Nacional), que desde janeiro limita o total da dívida ao dobro do valor original.

No cheque especial, os juros subiram para 137,5% ao ano (+2,5 pontos percentuais), mantendo a posição de segunda modalidade mais cara do mercado.

Já o crédito consignado apresentou queda de 0,4 ponto percentual, chegando a 26,3% ao ano. A linha voltada ao setor privado, com garantia do FGTS, teve leve aumento mensal: passou de 3,75% para 3,79% ao mês. A modalidade tem juros mais altos que os consignados para aposentados (1,83% ao mês) e servidores públicos (1,84%).

Novo crédito consignado movimentou R$ 21 bilhões

Criada em março, a nova modalidade de crédito consignado com garantia do FGTS já movimentou cerca de R$ 21 bilhões, atendendo mais de 4 milhões de trabalhadores formais. Ainda sem teto para os juros, essa linha permite que bancos definam livremente as taxas. O governo estuda impor limites caso identifique práticas abusivas.

Os empréstimos podem ser contratados via Carteira de Trabalho Digital, com uso de até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória como garantia. Os dados dos trabalhadores são compartilhados com os bancos por meio do eSocial, o que permite análises de risco mais precisas.

Especialistas recomendam que os consumidores pesquisem e comparem as ofertas nos canais oficiais antes de contratar crédito. O Banco Central também divulga um ranking semanal com as taxas de cada banco, que atualmente variam entre 1,48% e 7,05% ao mês.

Veja as principais linhas de crédito e suas respectivas taxas

  • Cartão de crédito rotativo: 15,11% ao mês | 441,4% ao ano
  • Cartão de crédito parcelado: ~9,08% ao mês | 182,5% ao ano
  • Cheque especial (pessoa física): 7,47% ao mês | 137,5% ao ano
  • Crédito pessoal não consignado: 6,32% ao mês | ~109,8% ao ano
  • Crédito consignado (média geral): ~2,38% ao mês | 26,3% ao ano
  • Crédito consignado para aposentados (INSS): 1,83% ao mês | ~24,2% ao ano
  • Crédito consignado para servidores públicos: 1,84% ao mês | ~24,4% ao ano
  • Crédito consignado com garantia do FGTS (setor privado): 3,79% ao mês | ~56,2% ao ano
  • Crédito livre para pessoas físicas (média): — | 58,3% ao ano
  • Crédito livre para empresas (média): — | 24,3% ao ano



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