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Os mercados globais operam em alta, nesta sexta-feira (18), embalados pelo otimismo com a força da economia norte-americana e dados corporativos lá e na Europa. Na véspera, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas históricas após dados acima do esperado de vendas no varejo e queda nos pedidos de auxílio-desemprego.
Apesar do avanço nas tensões comerciais com a proposta de novas tarifas pelo presidente Donald Trump, os investidores mantêm o apetite por risco, impulsionados também pela sólida temporada de balanços. A Netflix abriu os resultados das big techs com números surpreendentes. Hoje, o mercado aguarda os balanços de American Express, Charles Schwab, 3M, Truist Financial, Schlumberger e Autoliv.
No Brasil, a sexta-feira é de agenda econômica esvaziada. O destaque é a divulgação da sondagem industrial de junho.
O recesso parcial do Congresso reduz a atividade legislativa, mas os agentes financeiros seguem atentos ao impacto da decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF), que elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Na política, o presidente Lula respondeu às ameaças tarifárias dos EUA em pronunciamento em rede nacional ontem (17), negando práticas comerciais desleais e classificando aliados de Trump como “traidores” do Brasil.
Brasil
O Ibovespa fechou a quinta-feira (17) com leve alta de 0,04%, aos 135.564,74 pontos, impulsionado pelo bom desempenho das bolsas em Wall Street. O dólar à vista recuou 0,26%, encerrando o dia cotado a R$ 5,5472.
No cenário interno, o mercado seguiu reagindo à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que restabeleceu parcialmente o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para operações de câmbio e previdência privada (VGBL), excluindo apenas a cobrança sobre o “risco sacado”.
Além disso, investidores acompanharam com atenção a crise comercial com os Estados Unidos. Na noite de ontem, o presidente Lula fez um pronunciamento em rede nacional enfatizando a soberania do Brasil em relação aos recentes ataques do presidente dos EUA, Donald Trump, com a tarifa e com a investigação sobre o Pix.
Europa
As bolsas europeias estão no campo positivo hoje, impulsionadas pela divulgação de resultados corporativos, enquanto os agentes aguardam as divulgações do índice de preços ao produtor da Alemanha de junho, dos números da produção da construção civil italiana e os dados da balança comercial da Espanha.
STOXX 600: +0,40%
DAX (Alemanha): +0,46%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,22%
CAC 40 (França): +0,60%
FTSE MIB (Itália): +0,48%
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York avançam hoje, com os investidores à espera de mais balanços corporativos e dados econômicos, com destaque para a confiança do consumidor de julho.
Dow Jones Futuro: +0,11%
S&P 500 Futuro: +0,09%
Nasdaq Futuro: +0,02%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam mistas, com os investidores da região reagindo à divulgação de dados sobre a inflação em queda no Japão e de olho na eleição para a câmara alta no domingo, que ameaça a maioria da coalizão governista do primeiro-ministro Shigeru Ishiba. O risco político elevado está pressionando as ações, os títulos e o iene japoneses.
Shanghai SE (China), +0,50%
Nikkei (Japão): -0,21%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,28%
Nifty 50 (Índia): -0,21%
ASX 200 (Austrália): +1,37%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em alta, com analistas apontando os baixos estoques e os novos riscos do Oriente Médio como fatores de apoio ao mercado.
Petróleo WTI, +0,56%, a US$ 67,92 o barril
Petróleo Brent, +0,42%, a US$ 69,81 o barril
Agenda
Nos EUA, são aguardados os dados de início de construções de junho e a confiança do consumidor de julho.
Por aqui, no Brasil, o Senado aprovou uma missão parlamentar aos Estados Unidos para negociar o adiamento ou revogação da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, marcada para 29 a 31 de julho. A delegação terá oito senadores de diferentes partidos, liderados por Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores. A iniciativa ocorre paralelamente às negociações do governo federal, gerando preocupação, já que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que o país fale com “uma só voz”. A ideia de Haddad é que haja uma força-tarefa para identificar os principais pontos da negociação tarifária entre Brasil e EUA, buscando uma solução rápida. Ele alertou que o país não deve abrir frentes separadas, como negociações por governadores. A tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros está prevista para começar a valer em 1º de agosto.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



