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A China encerrou o primeiro semestre de 2025 com um superávit comercial recorde de aproximadamente US$ 586 bilhões, evidenciando a eficácia de sua estratégia de diversificação de mercados. A alta de 5,8% nas exportações em junho, em relação ao mesmo mês do ano anterior, surpreendeu analistas e superou estimativas da Bloomberg, que apontavam uma alta de 5,3%.
As importações também voltaram a crescer, com leve avanço de 1,1%, após meses consecutivos de retração. O desempenho positivo da China ocorre apesar da continuidade de barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos.
As exportações chinesas para o mercado norte-americano caíram 16,1% em junho, numa retração mais branda do que os 34% registrados em maio. A desaceleração na queda reflete uma trégua parcial entre Pequim e Washington, que reduziu a sobretaxa de até 145% sobre produtos chineses para uma média de 30% em meados de maio.
No entanto, o grande motor da recuperação exportadora foi o redirecionamento estratégico para outros mercados, especialmente os países-membros da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático).
As vendas da China para o bloco cresceram 17% em junho na comparação anual. À Bloomberg, o vice-diretor da Administração Geral das Alfândegas da China, Wang Lingjun, ressaltou a resiliência do comércio exterior chinês, mas alertou para o ambiente global cada vez mais “complexo, sombrio e incerto” devido ao avanço do protecionismo.
China mira mercado brasileiro
Paralelamente, o Brasil tem se consolidado como um parceiro estratégico para a China, diante da necessidade de diversificação de ambos os lados.
Segundo a ApexBrasil, empresas chinesas projetam investir mais de R$ 27 bilhões no país até 2032. Os aportes estão distribuídos por setores considerados estratégicos, como energia renovável, mobilidade elétrica, mineração, semicondutores, tecnologia e delivery.
Dentre os principais investimentos chineses no Brasil destacam-se:
- Envision Energy, que investirá R$ 5 bilhões no primeiro parque industrial Net-Zero da América Latina, no Rio de Janeiro.
- A Meituan, gigante do delivery, que entrará no mercado nacional com a marca Keeta e investimento superior a R$ 5 bilhões.
- A CGN, com R$ 3 bilhões voltados para um hub de energia renovável no Piauí.
- A mineradora Baiyin Nonferrous, que adquiriu a Vale Verde por R$ 2,4 bilhões, de olho na alta demanda por cobre.
Além disso, o setor de semicondutores também está no radar: a Longsys investirá R$ 650 milhões na ampliação de fábricas em Atibaia (SP) e Manaus (AM). A rede de fast food Mixue, com aporte de R$ 3,2 bilhões, vai inaugurar lojas em São Paulo e comprar frutas de produtores brasileiros.
Os acordos comerciais e tecnológicos entre empresas brasileiras e chinesas também se intensificam, com destaque para parcerias nas áreas farmacêutica, biotecnológica e de inteligência artificial.



