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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Ao lado de deputado, prefeita de Aracaju celebra emenda parlamentar para show de Wesley Safadão

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A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL-SE), celebrou publicamente o envio de emendas parlamentares pelo deputado federal Thiago de Joaldo (PP-SE) para custear o show do cantor Wesley Safadão na próxima edição do Forró Caju, tradicional evento junino da capital sergipana. A declaração foi feita em 28 de junho, durante a apresentação do artista, mas só ganhou repercussão nas redes sociais neste sábado.

No palco, ao lado do cantor e do parlamentar, Corrêa se dirigiu à plateia:

— Vocês estão gostando de Wesley Safadão? Pois olha, em primeira mão: o deputado Thiago já assume o compromisso de trazê-lo com as emendas parlamentares do próximo ano.

Em seguida, Joaldo reforçou a promessa:

— Quando chegamos aqui, vimos o sucesso total. Os portões fechados. Wesley, parabéns, meu irmão. Em 2026, coloque o Forró Caju na sua agenda, que a gente estará aqui de novo no próximo ano.

prefeita

Emília Corrêa (PL-SE).

Divulgação do vídeo e defesa da prefeita

O vídeo do momento foi divulgado pelo perfil “République”, na rede X. A prefeita não se posicionou oficialmente sobre o assunto.

Emília Corrêa foi eleita prefeita em 2024, ao derrotar Luiz Roberto (PDT) com 57,46% dos votos. Apesar de ser do mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, ela evitou associar diretamente sua imagem a ele durante a campanha.

Emendas crescem R$ 170 bi em 10 anos

De 2015 a 2024, as emendas parlamentares consumiram R$ 173 bilhões a mais do que se tivessem sido corrigidas apenas pela inflação. Uma valorização que, somada ao crescente caráter impositivo de sua execução, levaram-nas ao centro de um cabo de força entre os três Poderes.

Todo ano, cada um dos 513 deputados federais e 81 senadores tem direito a direcionar verbas do Orçamento da União para obras e investimentos em seus redutos eleitorais.

Até 2013, as emendas parlamentares não tinham caráter impositivo, ou seja, o governo só pagava o que queria e geralmente as usava como moeda de troca por apoio do Congresso.

Com o enfraquecimento político de Dilma Rousseff (PT) em seu segundo mandato (2015-2016), o Congresso iniciou, nas gestões de Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) e de (principalmente) Eduardo Cunha (MDB-RJ) na presidência da Câmara, um movimento de aprovação da obrigatoriedade das emendas.

No governo Jair Bolsonaro (PL), que estabeleceu uma aliança com o centrão em troca de apoio parlamentar, os valores explodiram, e o caráter impositivo da execução avançou.

De um empenho (reserva no Orçamento para gasto) de R$ 3,4 bilhões de emendas parlamentares em 2015, o que dava uma média de R$ 5,8 milhões por congressista, o valor saltou para R$ 44,9 bilhões no ano passado, média de R$ 75,6 milhões por parlamentar.

*Com Folhapress



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